Caça ilegal matou 227 rinocerontes na África do Sul em 2012

Espécie corre risco de extinção. Parque Nacional Kruger é a reserva mais afetada do país

EFE |

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Especialistas calculam que existam cerca de 20 mil rinocerontes no país
A África do Sul perdeu 227 rinocerontes desde o início do ano devido à caça ilegal, o que significa uma média de três animais mortos a cada dois dias, informou nesta segunda-feira o Ministério do Meio Ambiente sul-africano por meio de um comunicado.

Esse número é o maior registrado em relação aos anteriores. Em 2011, foram contabilizados 448 rinocerontes mortos, e em 2010, 333.

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Segundo as estatísticas do Ministério do Meio Ambiente da África do Sul, a reserva mais afetada é o Parque Nacional Kruger, no nordeste do país. No local, desde 1º de janeiro 137 rinocerontes foram assassinados, quase um por dia.

Sobre o assunto, o governo sul-africano indicou que até o momento foram realizadas 148 prisões. Destes, 131 caçadores foram detidos, enquanto os outros foram comerciantes ou compradores.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) proíbe o comércio de chifres de rinoceronte. O animal, uma espécie protegida na África do Sul, está em grave perigo de extinção devido à caça para obtenção de seu marfim, atribuído por alguns como propriedade medicinal ou afrodisíaca.

Especialistas sul-africanos calculam que no país africano existam cerca de 20 mil rinocerontes.

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