Governo peruano diz que morte de 900 golfinhos foi por causas naturais

ONG de defesa da fauna marinha afirma que mortalidade foi resultado de atividade petroleira

AFP |

O governo peruano concluiu nesta terça-feira (22) que a morte de quase 900 golfinhos que apareceram na costa norte do Peru entre fevereiro e abril se deveu a causas naturais, mas uma ONG de defesa da fauna marinha insistiu que a mortalidade foi provocada pela atividade petroleira.

"Chegamos à conclusão de que as causas das mortes dos golfinhos são naturais, que não obedecem a nenhum tipo de atividade humana", afirmou a ministra da Produção, Gladys Triveño, à rádio RPP.

Também "foi descartada a sísmica das empresas petroleiras" como causa, acrescentou, destacando que se descartou também que as mortes tenham sido provocadas por vírus ou bactérias.

O relatório oficial reportou que a morte maciça de golfinhos ocorre periodicamente.

"Não é a primeira vez que acontece. Ocorreu em Nova Zelândia, Austrália e outros países", destacou.

No entanto, a ONG Organização Científica de Conservação de Animais Aquáticos (Orca) determinou que os golfinhos morreram devido à atividade de empresas petroleiras que operam no norte do país.

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A Orca enviou nesta terça-feira à AFP o resultado das investigações realizadas nas últimas semanas. "Mistério solucionado: o diagnóstico médico-forense diz que golfinhos e marsopas (golfinhos-de-dall) sofreram impacto acústico, desencadeando uma síndrome de descompressão aguda", destacou o relatório da ONG.

As carcaças de 877 golfinhos apareceram entre fevereiro e abril nas praias dos departamentos (estados) de Lambayeque, Piura e La Libertad, ao norte, um fenômeno que causou alarme entre as autoridades.

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A preocupação cresceu porque, paralelamente, apareceram mortas na mesma região ao menos 5.000 aves marinhas, entre pelicanos e atobás, o que deu início a uma investigação estatal e de várias ONGs de conservação da vida marinha.

As investigações apontaram que as mortes dos cetáceos não têm qualquer relação com as das aves. Estas foram atribuídas ao aquecimento das águas marinhas, que provocou a migração para o sul de peixes como a anchova, alimento primordial de pelicanos e atobás.

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