Ban Ki-moon quer que Rio+20 ajude a criar novo modelo econômico

Secretário-geral da ONU afirmou que é necessário apostar em novas políticas de economia verde

EFE |

AP
Ban Ki-moon defendeu um replanejamento profundo do atual modelo econômico. Foto de outubro de 2011
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira (22) que a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) seja aproveitada para se criar um novo modelo econômico e incentivar a economia verde como ferramenta para a criação de empregos decentes em todo o mundo.

"Acima de tudo, temos que realizar um replanejamento profundo do atual modelo econômico e apostar em novas políticas de economia verde", disse Ban no início de um debate organizado na Assembleia Geral da ONU para discutir a realização da Rio+20.

Veja a cobertura completa sobre a conferência Rio+20 , que acontece em junho

Para o principal responsável da ONU, é primordial que na reunião, que será realizada entre 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro, seja alcançado um consenso para tornar o desenvolvimento sustentável uma prioridade, o que proporcionará "um futuro de maior prosperidade e crescimento justo num planeta saudável para nós e as próximas gerações".

Ban encorajou todos os participantes a "conseguir acordos e impulsionar ações audazes" em diferentes assuntos, como segurança alimentar - é preciso defender o objetivo de "fome zero", disse -, energia limpa, acesso universal à água potável e criação de empregos.

"Dentro do contexto de desenvolvimento sustentável, a economia verde deve ajudar a gerar empregos decentes, especialmente para os quase 80 milhões de jovens que ingressam no mercado de trabalho a cada ano", afirmou o secretário-geral.

Ban defendeu que para incentivar o mercado de trabalho se deve defender "a importância da educação" e destacou que ela é "o pilar básico de qualquer sociedade", além de ser um ingrediente indispensável para conseguir "avanços sociais e criar emprego".

Ban reconheceu que as negociações para a redação do documento que será elaborado na cúpula estão confusas, mas pediu aos participantes um maior compromisso e uma "visão global", e não "o exame microscópico de um texto".

"Chegou a hora de uma liderança ambiciosa, de se concentrar no que realmente importa pelo bem do planeta", disse Ban.

O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia e Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado, também participou da reunião na ONU.

"Temos que nos unir para decidir que futuro queremos para os próximos vinte anos", disse em seu discurso.

Oceanos
Ban Ki-moon também pediu aos participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) que façam o máximo possível para que a cúpula resulte em um maior compromisso para conservar o "frágil" estado dos oceanos.

"A Rio+20 deve fomentar a melhora da gestão e conservação dos oceanos para frear a pesca excessiva, expandir as áreas marinhas protegidas e reduzir a poluição dos oceanos e o impacto da mudança climática", disse Ban em sua mensagem por ocasião do Dia Internacional da Diversidade Biológica.

Ban pediu assim aos governos que trabalhem unidos para conseguir compromissos no Brasil para cumprir em 2020 o objetivo de proteger 10% das áreas marítimas e litorâneas do mundo e proteger assim a biodiversidade marinha.

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