Izabella Teixeira afirma que Brasil apoia fortalecimento do PNUMA

Ministra do Meio Ambiente defendeu uma reforma para que todos os países façam parte do Programa, com contribuição compulsória

iG São Paulo |

UNIC Rio/Diego Blanco.
Ministra do Meio Ambiente defende fortalecimento do Pnuma durante divulgação de relatório, no Rio
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira disse hoje (18), no Rio de Janeiro, que o País apoia o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em face a possibilidade de criar uma agência da ONU focada em Meio Ambiente. A questão deverá ser discutida na Conferência Rio +20 , em junho. Izabella defendeu o fortalecimento do PNUMA, durante coletiva de imprensa sobre o lançamento do Relatório Povos Resilientes, Planeta Resiliente – Um Futuro Digno de Escolha pelo Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

“Queremos o fortalecimento e uma discussão para o melhor formato do PNUMA. A criação de uma Agência não significa o melhor formato. Entendemos que a proposta da criação de uma Agência, como está formulada, é insuficiente para lidar com os desafios que estão sendo colocados no processo de negociação da Rio+20”, disse Izabella.

Veja a cobertura completa sobre a conferência Rio+20 , que acontece em junho

Segundo a Ministra, o Brasil apoia uma reforma pela qual todos os países do mundo façam parte do Programa, com contribuição compulsória. Atualmente apenas 58 países integram o programa e as contribuições são voluntárias.

Izabella também afirmou que deverão ser discutidos modelos e instrumentos de governança do PNUMA e a forma de integrar todas as ações ambientais levadas adiante por todo o Sistema ONU, incluindo PNUD, UNESCO, UNICEF.

"Nós estamos trabalhando para termos um bom resultado na Rio+20, não só em desenvolvimento sustentável, mas também em governaça ambiental. Isso depende de consenso e ainda não há consenso sobre o formato do fortalecimento do Pnuma nas negociações internacionais".

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“O Brasil quer estes temas na mesa, explícitos. Quando estas questões estiverem equacionadas devemos discutir o melhor formato. As amarras precisam estar claras para que a governança do PNUMA seja de fato real, o que ainda não está claro no processo de renovação”.

Um Painel de Alto Nível da ONU, designado pelo secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e no qual Teixeira participou, determinou em janeiro 56 recomendações para colocar em prática um desenvolvimento sustentável no planeta, entre elas a criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Alto Nível dentro da ONU e o fortalecimento do Pnuma.

Ao apresentar nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, a versão em português do relatório, a ministra destacou que algumas das recomendações que podem ser aplicadas de forma imediata são relativas à produção e ao consumo, como andar de bicicleta ao invés de usar automóveis, ou ter, assim como ela, um carro 'flex', que pode utilizar etanol e gasolina como combustível.

Outras recomendações, como duplicar a participação da energia renovável nas matrizes energéticas de todos os países do mundo, "são mais complicadas", admitiu. Atualmente, cerca de 49% da energia do Brasil vem de fontes renováveis, mas em outros países esta porcentagem é de apenas 3%, ressaltou.

Janos Pasztor, secretário executivo do Painel da ONU que elaborou as recomendações, destacou a necessidade de medir os progressos relativos ao desenvolvimento sustentável e incorporar esta medição na economia.

"Medir o Produto Interno Bruto (PIB) não basta; precisamos desenvolver um índice ou vários índices para medir os progressos" em sua dimensão social, econômica e ambiental, e adotar Objetivos de Desenvolvimento Sustentável -algo que figura na agenda do Rio+20- para vigiar o progresso, afirmou.

A cúpula do desenvolvimento sustentável Rio+20 reunirá líderes de Estado e Governo do mundo inteiro entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro. Mas, estão previstos debates entre negociadores, movimentos sociais e empresários a partir do dia 13 de junho. Esta será a quarta cúpula de desenvolvimento sustentável convocada na história.

(Com informação da AFP)

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