Cúpula dos Povos vai boicotar “Diálogos” da Rio+20

Congresso paralelo à conferência da ONU não deve participar de momento dedicado a debates da sociedade civil

Natasha Madov, iG São Paulo |

A Cúpula dos Povos pretende boicotar o evento oficial da Rio+20 destinado a ouvir representantes da sociedade civil. É o que afirmaram membros do comitê de organização do evento paralelo à conferência ambiental da ONU, que acontece no Rio em junho.

Em evento esta manhã na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, Batista afirmou que os “Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”, um evento organizado pelo governo brasileiro entre 16 e 19 de junho, entre os dois eventos principais de discussões diplomáticas da Rio+20, não terá a participação das ONGs que estarão no Aterro do Flamengo, ao mesmo tempo em que acontece a conferência no Riocentro, na Barra da Tijuca.

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De acordo com o Itamaraty, os “Diálogos” reunirão especialistas e representantes da sociedade civil para debater temas ambientais que posteriormente serão levados aos chefes de Estado no Segmento de Alto Nível da Rio+20, que acontece entre 20 e 22 de junho.

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Só que os líderes da Cúpula não concordam o que foi divulgado até agora sobre a escolha dos debatedores e público, que serão convidados pelo governo brasileiro, e a forma do debate, que consistirá de painéis e plateia, sem muita possibilidade de interação. “Isso não vai ser um diálogo, vai ser um talk-show precário. Por isso, nós não vamos participar,” disse Aron Belinky, coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis e membro do comitê organizador da Cúpula.

Clima quente no aterro
A Cúpula dos Povos promete fazer barulho durante a Rio+20. Além de debates e workshops, os movimentos que integram a cúpula também trarão ao Rio três acampamentos, de jovens, indígenas e afrodescendentes e culminará com uma grande marcha pela cidade, no dia 20. Pedro Ivo Batista, da ONG Terrazul e também membro da organização da Cúpula, comentou que a quantidade de eventos oficiais do governo brasileiro serve como uma distração das discussões principais no Riocentro, e minimizar o impacto negativo de um eventual fracasso nas negociações da Rio+20.

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