Rio Ganges recebe diariamente 2,9 bilhões de litros em resíduos

Primeiro-ministro da Índia reconheceu a falta de ações urgentes para salvar o rio considerado sagrado por milhões de hindus

EFE |

O rio Ganges recebe diariamente 2,9 bilhões de litros em resíduos, muito acima da capacidade das plantas de purificação de água de suas margens, reconheceu o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

O premiê presidiu nesta terça-feira (18) a terceira reunião do organismo encarregado da limpeza no Ganges (NGRBA). A reunião foi impulsionada pela greve de fome do ativista e antigo professor G.D. Agarwal, de 80 anos, em março, para protestar pela falta de compromisso do Governo com a conservação do Ganges.

No evento, Singh ressaltou a falta de passos urgentes para salvar o rio, considerado sagrado por milhões de hindus, segundo a agência indiana "Ians". "O tempo não está do nosso lado", afirmou.

A bacia do Ganges proporciona água, direta ou indiretamente, a 40% da população da Índia, alimenta o ecossistema em um terço das terras do país e serve de sustento para uma em cada 12 pessoas do mundo. É também um dos eixos de peregrinação dos hindus.

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No entanto, as infraestruturas de limpeza do rio são precárias, pois só têm capacidade de tratar 1,1 bilhão de litros de resíduos ao dia, disse Singh. Além dos dejetos jogados no Ganges, o ministro citou outros problemas enfrentados pelo rio: a contaminação industrial e a pouca atenção sobre a conservação do ecossistema.

Diversas indústrias de pele se situam na ribeira do rio, despejam resíduos de cromo e outros metais no fluxo do rio. Há ainda a intensa pressão pela construção maciça de barragens em seus afluentes.

"Os resíduos industriais são motivo de preocupação porque são tóxicos e não são biodegradáveis. A maioria deles vem de curtumes, destilarias, e fábricas de papel e açúcar situadas no Ganges", disse o primeiro-ministro da Índia.

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