Mais de 600 peças arqueológicas estavam com premiê iraquiano

Artefatos que haviam retornado ao país em 2009 foram encontradas em depósito do escritório de Nouri al-Maliki

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Peça de argila da Babilônia, datada de 2100 a.C: uma das que voltaram para o Iraque
Mais de 600 valiosas peças arqueológicas foram enviadas ao Museu Nacional do Iraque nesta segunda-feira (20) após terem sido descobertas no dia anterior no escritório do premiê do país, Nouri al-Maliki.

Os artefatos haviam sido retirados ilegalmente do Iraque em diferentes períodos e acabaram nos Estados Unidos.

Eles foram retornados ao Iraque no início de 2009 mas desapareceram logo depois.

O ministro de Antiguidades iraquiano, Qahtan al-Jubouri, responsabilizou "procedimentos errados" pelo desaparecimento das relíquias.

As 638 peças foram encontradas no domingo, em um depósito para mantimentos de cozinha do escritório de Maliki, guardadas em caixas de papelão.

Sete mil anos
"É uma coleção importantíssima. Algumas (das peças) são do início da era islâmica, outras do período sumério, outras babilônicas, helênicas. Períodos e cidades diferentes", disse Amira Eidan, diretora do Museu Nacional do Iraque.

Entre os objetos, estão joias, objetos de argila e figuras de bronze.

Acredita-se que dezenas de milhares de objetos retratando os sete mil anos de civilização na Mesopotânia foram saqueados após a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003.

Apesar dos esforços internacionais para recuperar os objetos, calcula-se que menos da metade voltou ao Iraque.

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