Mais antigos fósseis de embriões de répteis são descobertos no Brasil

Fósseis encontrados no Paraná têm aproximadamente 280 milhões de anos

EFE |

© Gustavo Lecuona
Reconstituição do embrião de um mesosauro encontrado no Uruguai
Uma equipe de cientistas franceses descobriu no Brasil e no Uruguai alguns fósseis de embriões de répteis com aproximadamente 280 milhões de anos, informou nesta terça-feira o Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS).

Os embriões destes répteis pré-históricos e aquáticos, denominados mesosauro, são 60 milhões de anos mais velhos que os que haviam sido registrados até agora.

Além disso, o estudo, publicado na revista científica "Historical Biology", apresenta novas informações sobre o modo de reprodução dos mesosauros, embora não chega a esclarecer se os mesmos eram vivíparos (quando embrião se desenvolve dentro da fêmea) ou ovíparos (se desenvolvem em um ovo).

A equipe é formada por Graciela Piñeiro, professora adjunta do Departamento de Evolução da Faculdade de Ciências de Montevidéu; Michel Laurin, do CNRS, a doutora uruguaia Melitta Meneghel e Jorge Ferigolo, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Os paleontólogos estudaram as espécimes em gestação e demonstraram que os mesosauros que povoavam este território (o município de Iratí, no Paraná) armazenavam os embriões no útero durante a maior parte do desenvolvimento embrionário e, por isso, acham que podem se tratar de exemplares vivíparos.

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Em Mangrullo, no nordeste do Uruguai, e também na bacia do Paraná, a mesma equipe de cientistas encontrou 26 espécimes de mesosauros adultos, todos associados a embriões e seres que datam da mesma época que os fósseis encontrados no Brasil.

O achado "é difícil de ser catalogado, mas provavelmente se trata, na maior parte dos casos, de embriões no útero, o que reforça a tese de que os mesosauros eram vivíparos", explicaram os cientistas do CNRS.

Os especialistas, no entanto, também encontraram um ovo isolado que coloca em dúvida a opção do viviparismo e indica que os mesosauros do Uruguai botavam ovos em um estado avançado de desenvolvimento. Por conta desta descoberta, a tese da oviparidade não foi descartada.

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