Lua de Saturno tem atmosfera composta de oxigênio e gás carbônico

Sonda Cassini, da Nasa, detectou a mistura de gases após duas tentativas fracassadas em 2005 e 2007

Alessandro Greco, especial para o iG |

NASA
A lua de Saturno Réia tem atmosfera dominada por oxigênio e gás carbônico
Astrônomos da Nasa descobriram que há oxigênio e gás carbônico em Réia, uma das luas de Saturno. A detecção da existência de atmosfera nas luas de Jupiter Ganímedes e Europa, pelo telescópio Hubble, parecia implicar que havia a possibilidade de existir algo semelhantes nas luas geladas de Saturno. Em Titã, a suspeita foi confirmada. Como Réia é a segunda maior lua em massa de Saturno (atrás apenas de Titã) e tem gravidade suficiente para evitar que uma atmosfera se desmantele pelo espaço, os astrônomos viam nela uma forte candidata a ter a sua atmosfera também.

A sonda Cassini tentou repetidamente medir de longe a existência de uma atmosfera em Réia e não detectou nada, mas quando chegou mais perto em 2005 e 2007 percebeu que poderia existir uma usando outra forma de medição. Apenas este ano, no entanto, ela conseguiu coletar fisicamente as moléculas da atmosfera, analisá-las e confirmar que, sim, há uma atmosfera em Réia e ela tem oxigênio e gás carbônico. “Ela era muito fina para ser detectada de forma remota”, explicou ao iG Benjamin Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudeste, nos Estados Unidos, que liderou o trabalho publicado na revista Science desta quinta.

A descoberta sugere que este tipo de atmosfera pode ser comum no sistema solar. Há diversas outras luas geladas em Saturno e Urano que têm massa suficiente para evitar que a atmosfera escape de suas gravidades e que estão sujeitas ao bombardeamento de íons e elétrons que geram o tipo de atmosfera encontrado em Réia. “Este bombardeamento quebra a superfície das moléculas de água, produzindo oxigênio e possivelmente dióxido de carbono [gás carbônico], se houver moléculas orgânicas e outros minerais com carbono presente”, afirmou Teolis. A presença de oxigênio, no entanto, não faz de Réia uma candidata a sustentar a existência de seres vivos. “Ela é muito fria e não tem a água líquida necessária para a existência de vida como a conhecemos”, completou Teolis.

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