Local exato da queda de sonda russa ainda é um mistério

Afirmação de que fragmentos da Phobos-Grunt caíram no Pacífico é baseada apenas em cálculos e não em relatos testemunhais

Associated Press |

Militares russos afirmam que ainda não há informação precisa sobre onde a sonda Phobos-Grunt teria caído. Ontem, a agência espacial russa divulgou que fragmentos haviam caído na Terra , após a sonda ficar presa na órbita terrestre por dois meses.

Agências de notícia haviam citado que o porta voz do ministério de defesa, Alexei Zolotukhin, afirmou que os fragmentos da sonda caíram no oceano Pacífico perto da costa do Chile. Porém, Zolotukhin afirmou hoje (16) à Associated Press que a avaliação foi baseada apenas em cálculos da agência espacial e que não há relato de nenhum testemunha.

O vice-diretor da agência espacial russa, Anatoly Shilov, disse ao canal estatal de notícias Vesti que de acordo com dados da agência se supõe que a sonda teria se partido em algum ponto sobre o Brasil.

Em um comunicado desta segunda (16) a agência especial russa divulgou uma avaliação do Ministério da Defesa , mas não deu mais informações, observando “ a falta de meios de monitoramento visual” na região.

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A sonda de 13,2 toneladas representa um dos pedaços de lixos espaciais mais pesados e mais tóxicos que atingiram a Terra. Porém, especialistas afirmaram que os riscos decorrentes de sua queda eram mínimos, pois tanto o combustível tóxico quanto parte de sua estrutura se queimariam durante a reentrada na Terra.

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A agência havia informado anteriormente que entre 20 e 30 fragmentos da sonda - cujo peso total seria de no máximo de 200 quilos - não se queimariam na reentrada, e se espatifariam na superfície da Terra.

Lançada no dia 8 de novembro, a sonda Phobos-Grunt deveria cumprir uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos (uma das duas luas de Marte), um pouso à superfície do astro e, por fim, o retorno à Terra de uma cápsula com amostras do solo do satélite marciano.

O projeto, avaliado em 5 bilhões de rublos (US$ 170 milhões), tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos - a segunda lua marciana -, assim como dos demais satélites naturais do Sistema Solar.

Porém um defeito fez com que a sonda não seguisse sua trajetória, ficando presa na órbita da Terra no dia 9 de novembro.

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