Jejum pode ajudar a proteger cérebro, diz estudo

Proteção contra Parkinson ou Alzheimer vem com ingestão de 500 calorias 2 vezes por semana alternada com consumo livre nos outros dias

BBC Brasil |

selo

Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer , segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.

Reunião da AAAS:
Inovação:
Primeiro hambúrguer de carne artificial deve ir à mesa em outubro
Idiomas:
Informática e internet auxiliam línguas ameaçadas de extinção
Crença no sobrenatural: Acústica teria inspirado Stonehenge, segundo teoria científica
Em discussão: Clima, energia e medicina pautam o maior fórum científico mundial

"Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar essa proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser", disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência , em Vancouver.

Segundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados. Esses ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.

Insulina

Mattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina - o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue - e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.

Veja cobertura do iG na reunião de 2011:
Governo dos EUA anuncia plano de recuperação do Golfo do México
Ciência avança cada vez mais na interação cérebro e máquina
Mais de 500 milhões de planetas podem ter vida
Ursos diminuem drasticamente seu metabolismo durante hibernação
Dominar uma segunda língua traz benefícios ao cérebro
Estudo associa esquistossomose a asma em cidade baiana
Impressão biológica: o próximo passo da medicina
Tempestades solares podem causar catástrofes mundiais
Futuro do planeta depende de planejamento familiar e agricultura

Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes. Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao estresse, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.

Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma. "A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade", disse Mattson.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.

    Leia tudo sobre: jejumParkinsonAlzheimeraaas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG