Governo dos EUA prevê aprovação do pacote de saúde neste ano

Por Jackie Frank WASHINGTON (Reuters) - Minimizando a demora no Congresso, o governo Obama disse na sexta-feira que a reforma da saúde pública dos EUA, destinada a cortar custos e ampliar a população atendida, pode ser aprovada ainda neste ano.

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O chefe de gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, disse que o fato de o Senado não votar a versão preliminar antes do recesso de agosto não impede o cumprimento desse objetivo central da política interna do presidente.

"Acho que teremos até o final do ano uma lei para o presidente sancionar a respeito da reforma da saúde pública, que controle custos, amplie a cobertura e garanta escolha (em relação aos planos de saúde privados)", disse Emanuel à Rádio Pública Nacional.

O pacote que tramita no Congresso tem sido criticado, inclusive pela bancada democrata, seja por causa do seu preço ou da sua abrangência. Há intensos debates sobre como cortar custos e financiar o programa, considerado por Obama como essencial para a recuperação econômica do país, já que a saúde é um dos principais motivos do déficit público.

O presidente pediu a senadores e deputados que aprovem as versões preliminares do pacote antes do recesso de verão, para evitar que a oposição à proposta cresça.

Mas o líder da maioria no Senado, Harry Reid, disse na quinta-feira que a Casa só deve debater a sua versão do pacote em setembro, o que gera dúvidas sobre como e quando essa reforma sairá.

Obama investe um substancial capital político na aprovação da lei de saúde neste ano, antes que os parlamentares voltem suas atenções para as eleições legislativas de 2010.

Emanuel disse que a Casa Branca ainda acredita que as coisas estão nos trilhos. "O importante é ... que agora estamos debatendo como controlar custos", disse ele à rádio estatal.

"Estamos já nos detalhes finais. Esses detalhes importam. Mas ... achamos que estamos fazendo progressos."

Sobre o controle de custos, Emanuel disse que a Casa Branca estimula o Congresso a incluir uma proposta que crie uma comissão externa sobre o assunto.

O projeto final deve incluir alguma forma de seguro-saúde estatal para competir com as seguradoras privadas, de modo a reduzir a parcela de norte-americanos sem cobertura - hoje são 46 milhões.

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