Fóssil animal mais antigo ganha mais 85 milhões de anos

Equipe de Princeton encontra esponja de 635 milhões de anos

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O novo fóssil de 635 milhões de anos é assimétrico e conta com uma rede de canais
Até pouco tempo, os mais antigos fósseis animais conhecidos eram de uma lesma, chamada de Kimberella, que viveu há 555 milhões de anos na Austrália e na Rússia.

Agora, cientistas acreditam poder empurrar essa data para trás em dezenas de milhões de anos.
Criaturas esponjosas podem ter existido há 635 milhões de anos ou antes, durante o período Criogeniano, segundo uma pesquisa publicada na revista Nature Geoscience.

Os pesquisadores descobriram diversos fósseis, em depósitos glaciais no sul da Austrália, que pareciam ser fatias do mesmo organismo. Trabalhando em conjunto com um estúdio de desenho do Brooklyn, eles conseguiram reconstruir digitalmente o organismo.

“Achamos que ele tinha aproximadamente o tamanho de um polegar”, disse Adam Maloof, geocientista de Princeton e principal autor do estudo. “Tinha também uma série de orifícios, por onde ele sugava a água do mar – ajudando-o a manter-se na mesma temperatura e a obter nutrientes”.

Maloof e seus colegas suspeitaram que as esponjas possuíam uma casca rígida, mas ainda não possuem evidências suficientes para demonstrar isso.

Porém, os fósseis são a primeira evidência física demonstrando que existiam animais antes do evento conhecido como “Terra bola de neve”, no final do período Criogeniano, onde cientistas teorizam que toda a superfície do planeta teria congelado.

Ainda não se sabe se os organismos recém-descobertos, ou outros organismos, sobreviveram ao período da bola de neve.

“A necessidade agora é descobrir se os animais poderiam ter evoluído duas vezes”, disse Maloof. “A ideia é questionável, mas gera um conjunto completamente novo de perguntas”.

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