Fim do programa de ônibus espacial gera incerteza aos astronautas

Funcionários da Nasa terão que procurar serviço em empresas particulares

iG São Paulo |

AP Photo/Pat Sullivan
Últimas operações: Sandra Magnus e Christopher Ferguson em simulação dias antes de saírem para a missão final do Atlantis
O poderoso grupo de astronautas da agência espacial americana se tornou uma sombra daquilo que eram. São menos de 60 dos cerca de mais de 149 da década passada, com dispensas mais próximas agora que o último voo do Atlantis encerra o programa americano de ônibus espaciais.

Sem nenhuma substituição para o programa dos ônibus espaciais – que se encerra com o retorno do Atlantis -, os astronautas estão se mexendo, mesmo que a Estação Espacial Internacional não necessite de equipes por pelo menos mais uma década.

O comandante do último voo do Discovery , em março, Steven Lindsey foi para uma a empresa cuja proposta comercial é uma nave espacial que se assemelha a uma mini-ônibus. Seu último dia na Agência espacial americana foi na sexta-feira (15).

O capitão da última missão do Endeavour, em maio, Mark Kelly se aposentou poucos meses atrás para escrever um livro de memórias com sua mulher deputada ferida no atentado de Tucson, Gabrielle Giffords. Mas não está descartando iniciar carreira na política.

O capitão do Atlantis, Christopher Ferguson, assegurou à Associated Press em entrevista dada em órbita na semana passada que ele vai permanecer após esta jornada. Pelo menos um de seus tripulantes, porém, não tem tanta certeza.

Depois de passar sua infância querendo ser uma astronauta - e atingir essa meta em 1996 – a astronauta da Atlantis Sandra Magnus agora tem que descobrir o que vêm nas cenas do próximo capítulo.

Agora que eu sou um astronauta, toda aquela idéia sobre o que fazer quando crescer volta a tona", disse Sandra, cientista, ex-moradora da Estação Espacial Internacional e residente e lançada ao espaço três vezes.

Que diferença uma década faz. O corpo de astronautas da Nasa entre 200 e 2011 era de 149, o maior grupo da história. Enquanto os ônibus espaciais realizavam uma série de missões para a construção da estação espacial, a tripulação de astronautas crescia. Agora o programa acabou e se inicia uma era sem ônibus espaciais.

Os dois americanos geralmente estão entre as seis pessoas que vivem nas Estação Espacial Internacional agora terão que pegar carona nas cápsulas russas Soyuz. Empresas privadas americanas esperam assumir este trabalho de táxi, dentro de três ou cinco anos, liberando NASA para a exploração do espaço. O primeiro objetivo era a lua, agora é um asteroide e Marte.

“É um período muito dinâmico e a maior parte do pessoal não se sente confortável com as incertezas”, disse Peggy Whitson astronauta-chefe do Centro espacial Johnson em Houston. “Nenhum de nós está”.

O Conselho Nacional de Pesquisa está avaliando quantos astronautas os Estados Unidos realmente precisa. Um relatório elaborado por um comitê de aposentados da Nasa, ex-astronautas é esperada no próximo mês. Dependendo dos resultados, a Nasa colocar em prática a estruturação da nova e pequena classe astronauta. Não importa o tamanho, haverá uma abundância de candidatos, todos ansiosos para aderir a este clube exclusivo.

Apenas 330 americanos foram escolhidos pela Nasa para se tornar astronautas, começando com os sete astronautas Mercury em 1959. O número de candidatos ao longo das décadas chegou a cerca de 45.000. 

    Leia tudo sobre: nasaespaçoônibus espacial

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG