¿Eu era cético¿, diz estudioso de percepção extrassensorial

Em entrevista ao iG, o professor Daryl J. Bem defende os resultados de sua pesquisa que diz provar que é possível prever o futuro

Cristina Caldas, especial para o iG |

Heather Ainsworth/The New York Times
Daryl Bem: de cético a defensor da existência da percepção extrassensorial
iG: Por que o artigo do senhor gerou tamanha discussão mesmo antes de ter sido publicado?
Daryl Bem: O público tem se interessado desde muito tempo em efeitos psíquicos. Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas diz acreditar em percepção extrassensorial. Entre os indivíduos com nível superior, a percentagem de pessoas que acredita em ESP é ainda maior.

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iG: Como o senhor responde às críticas referentes às análises estatísticas usadas no trabalho?
Daryl Bem: Estou preparando, junto com um estatístico, uma resposta às críticas. Trata-se de uma controvérsia muito mais ampla do que o criticismo ao meu trabalho.

iG: Quando e como o senhor se interessou em estudar percepção extrassensorial?
Daryl Bem: Sempre fui cético. Fui durante muito tempo um mágico performático que sabia disfarçar truques como percepção extrassensorial. A Associação Parapsicológica me convidou para fazer uma apresentação, para que eles pudessem se proteger contra truques em seus laboratórios.

Um dos pesquisadores me convidou a visitar o seu laboratório para garantir que seus procedimentos eram à prova de fraudes. Fui lá e disse a ele que se ele tivesse resultados positivos, eu o ajudaria a publicá-los em uma revista importante (o que fizemos em 1994). Com isso me convenci de que os dados deles eram fortes e decidi tentar meus próprios experimentos. Comecei os experimentos em 2003, cujos resultados se tornaram o artigo que está agora sendo discutido.

iG: O senhor realmente acredita que somos capazes de sentir o futuro? Se sim, qual é a evidência mais forte disso no seu trabalho?
Daryl Bem: Não são apenas meus próprios estudos, mas muitos outros estudos que têm sido conduzidos no campo, alguns eu discuto na introdução do meu artigo. Dentro das minhas próprias pesquisas, gosto particularmente dos dois estudos finais, de “facilitação retroativa da memória”.

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