Estudo revê conceito de eletricidade estática

Estudo mostrou que o conhecimento básico sobre como materiais ficam carregados positiva e negativamente está errado

Alessandro Greco, especial para o iG |

Uma experiência clássica do currículo escolar é esfregar uma bexiga no cabelo, afastá-la lentamente dele e ver o cabelo se levantar. A explicação básica do fenômeno é que o balão ficou positivamente carregado (com mais prótons do que elétrons) e o cabelo negativamente (mais elétrons do que prótons) e como cargas opostas se atraem o cabelo se levanta.

Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (23) no periódico científico Science traz uma boa e uma má notícia sobre esta experiência aprendida na escola. A má é que a explicação não é precisa. A boa é que agora sabemos o que realmente ocorre. “Assumimos que ao esfregar dois materiais um fica positivo e outro negativo. O que vemos ao microscópio não é bem isto. Na escala nanométrica cada material tem áreas carregadas positiva e negativamente. O que acontece é que um materiais tem mais cargas positivas e o outro mais negativas”, explicou em um videocast Bartosz Grzybowski, principal autor do artigo, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

A descoberta vai, no entanto, vai além do fato de haver cargas positivas e negativas no mesmo material. A forma como elas estão distribuídas seguem o mesmo padrão independente de qual material se analisa. “Há uma universalidade em como os materiais ficam carregados”, explicou Grzybowski.

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