Estudo diz que galáxias não precisam colidir para criar estrelas

Telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia, observou fenômeno que derruba hipótese dominante sobre formação estelar

EFE |

ESA
Ilustração mostra modelo de formação de estrelas por acúmulo de gás: nova teoria
As galáxias não precisam se chocar para formar estrelas. Assim anunciou nesta terça-feira (13) a Agência Espacial Europeia (ESA), derrubando a hipótese dominante até o momento sobre o tema.

A agência explicou que seu telescópio espacial Herschel permitiu descobrir um processo de evolução "muito mais grandioso" baseando-se em observações feitas em duas regiões do espaço, cada uma com um tamanho equivalente a um terço da lua cheia.

É o gás e não o choque de galáxias o que estabelece o nascimento de uma estrela.

Já se sabia que a taxa de formação das estrelas experimentou um grande pico nas primeiras fases do Universo, há 10 bilhões de anos, quando algumas galáxias produziam estrelas a um ritmo de dez a 100 vezes maior ao que pode ser observado atualmente.

No universo atual, segundo a ESA, essas taxas são pouco frequentes e sempre parecem ter relações com uma colisão entre galáxias, o que levou os cientistas a supor que sempre foi assim.

A agência espacial europeia garantiu nesta terça-feira que ao estudar galáxias muito distantes, cuja luz começou a aparecer no universo há bilhões de anos, o telescópio Herschel comprovou que essa hipótese era errônea.

Ao comparar a quantidade de radiação infravermelha emitida pelas galáxias em diferentes longitudes de onda, a equipe de pesquisadores conseguiu demonstrar que a taxa só depende da quantidade de gás armazenado na galáxia, independentemente das colisões sofridas.

Um dos pesquisadores participantes, David Elbaz, explica que "as colisões só têm um papel decisivo nas galáxias que ainda não abrigam uma grande quantidade de gás, fornecendo o material necessário para gerar altas taxas de formação de estrelas".

Para a organização, isso pode ser visto nas galáxias atuais, que após criarem estrelas durante mais de 10 bilhões de anos, esgotaram a maior parte de suas reservas gasosas.

"Os novos resultados mudam totalmente nossa percepção da história do Universo", de acordo com a organização, segundo a qual a nova explicação estabelece que "a maior parte das galáxias vai crescendo de forma lenta e natural a partir do gás atraído a seu redor".

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