Estudo aponta que Lua é mais nova do que se pensava

Comunidade científica discorda de conclusões de nova pesquisa e reafirma que satélite da Terra se formou há 4,6 bilhões de anos

iG São Paulo |

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Lua surge atrás do templo Posseidon, em Atenas: cientistas afirmam que satélite da Terra pode ser menos antigo do que se pensava
A Lua pode não ser tão velha quanto se pensava. Cientista afirma em novo estudo que é possível que o satélite da Terra não tenha mais de 4,4 bilhões de anos. O novo estudo analisou uma pedra lunar trazida da missão Apollo 16.

“A Lua não é tão antiga quanto pensávamos”, disse Lars Borg, geoquímico do Laboratório Nacional Lawrence Livermore e principal autor do estudo publicado na Nature.

O estudo, que usou novas técnicas e isótopos radioativos de chumbo e outros elementos, datou a rocha lunar com 4,4 bilhões de anos. O ponto chave é que se trata de um tipo especial de rocha que deve ter vagado pela crosta da lua após um possível oceano de rocha derretida ter esfriado. Isto, supostamente, teria ocorrido logo depois a formação da Lua como resultado do choque entre a Terra e outro planeta. Um pedaço que se deslocou desta colisão teria fomado o satélite natural da Terra.

De acordo com Borg, isto significa que há duas possibilidades: ou a lua é 200 milhões de anos mais nova ou a aceita teoria do oceano de rocha derretida está errado.

Borgs reconhece que embora algumas rochas lunares tenham sido datadas em 4,6 bilhões de anos, estas conclusões podem estar erradas por causa das fracas técnicas de datação usadas no passado.

Astrônomos discordam de novo estudo
Porém, outros astrônomos discordam das conclusões do novo estudo. Eles acreditam que a Lua não é passível de truques para definir a idade e por isso, acreditam que ela tenha mesmo 4,6 bilhões de anos, como suspeitavam já há muito tempo.

Outros cientistas que não participaram do estudo afirmam que Borg fez um bom trabalho referente à datação da pedra lunar trazida pelo Apollo 16, mas que deve ter feito conclusões equivocadas em relação a idade da Lua e sua origem. Eles afirmam que é possível que a rocha seja oriunda de um pequeno oceano de rocha derretida ou que tenha sido criada quando a Lua foi bombardeada por detritos espaciais, que eram muito mais comuns há poucos bilhões de anos.

A conclusão de Borg “é um pouco fantasiosa para o meu gosto”, disse Erik Asphaug, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, que publicou recentemente a teoria de que a Terra tinha uma segunda Lua que teria se chocado com a maior.

A astrônoma Maria Zuber, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) chamou o estudo da Nature de “muito intrigante”.

(Com informações da AP)

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