Estado de saúde de líder norte-coreano pode ter piorado

TÓQUIO (Reuters) - O estado de saúde do líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, que teria sofrido um derrame dois meses atrás, pode ter piorado e o dirigente estaria sendo atendido por um médico francês, afirmaram meios de comunicação asiáticos na quarta-feira. Autoridades dos serviços de inteligência da Coréia do Sul e dos Estados Unidos disseram ser provável que Kim tenha sofrido um derrame em agosto.

Reuters |

Os constantes boatos sobre o estado de saúde dele levantaram perguntas sobre os candidatos a sucedê-lo, e em especial sobre quem ficará encarregado de comandar o programa de armas nucleares do país.

O jornal sul-coreano Dong-a Ilbo atribuiu na quarta-feira a uma autoridade não identificada a seguinte declaração: "Segundo sei, informações sobre o agravamento do estado de saúde do presidente Kim Jong-il registraram-se no domingo (26 de outubro) e outras agências estão empenhando-se na avaliação dela".

Kim preside a Comissão Nacional de Defesa da Coréia do Norte.

O canal japonês Fuji Television levou ao ar imagens de um homem que seria François-Xavier Roux, um neurocirurgião francês, andando pelo Hospital Sainte-Anne em Paris, por Pequim e a caminho de Pyongyang.

O canal Fuji disse ter filmado Roux locomovendo-se pelo aeroporto internacional de Pequim no dia 24 de outubro. Em seu site, a difusora acrescentou que o médico havia visitado Pyongyang em agosto e que teria tratado do líder norte-coreano então.

O Sainte-Anne disse que um professor François-Xavier Roux trabalha ali, mas que o hospital não tinha qualquer informação sobre uma eventual viagem dele à Coréia do Norte.

O hospital acrescentou que Roux contribuía com a organização humanitária La Chaine de l'Espoir e que participava de um projeto para montar um centro neurológico no Camboja.

Na terça-feira, o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, citando serviços de inteligência de vários países, disse que Kim estaria provavelmente hospitalizado. Aso acrescentou que, apesar de o estado de saúde do líder norte-coreano não ser muito bom, Kim estaria apto a tomar decisões políticas.

As declarações de Aso repetiram em linhas gerais as do presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, o qual afirmou, na semana passada, que o dirigente norte-coreano continuava controlando seu país e que não houve mudanças no Estado comunista em virtude do estado de saúde de Kim.

O governo norte-americano retirou a Coréia do Norte da lista de países acusados pelos EUA de patrocinarem o terrorismo. A manobra aconteceu em outubro, depois de os dois países haverem chegado a um acordo sobre as medidas de verificação em torno do programa nuclear norte-coreano.

Após ser retirado da lista, o governo da Coréia do Norte aceitou retomar o desmantelamento de sua usina nuclear.

(Reportagem de Yoko Kubota e Olivier Fabre em Tóquio e Jack Kim em Seul)

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