Esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano

Novo estudo contradiz teoria de que maior parte do nutriente estaria em microalgas

EFE |

Divulgação/CSIC
Estudo afirma que esponjas capturam silício da água por meio de sistema que não parece ter evoluído nos últimos 100 milhões de anos
As esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano, um nutriente fundamental para a proliferação de microalgas (diatomáceas) e da vida marinha, segundo concluiu um estudo do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha divulgado nesta terça-feira (9).

O estudo, coordenado pelo pesquisador Manuel Maldonado, "contradiz o que se pensava até o momento: que a maior parte do silício do ecossistema estava nas diatomáceas do plâncton".

Agora se sabe que a quantidade de silício utilizado pelas microalgas nos sistemas litorâneos poderia ser muito inferior ao que se pensava até agora.

"O silício faz com que o mar seja mais produtivo e rico em vida porque facilita a proliferação das diatomáceas. Estas microalgas absorvem grandes quantidades de CO 2 atmosférico, amenisando o efeito estufa e o aquecimento global de nossa atmosfera", destaca Maldonado.

O cientista ressalta a importância das conclusões da pesquisa, já que o modelo aceito até agora estabelecia que as diatomáceas eram "os únicos organismos que controlavam biologicamente a passagem do silício pelo oceano".

O estudo, publicado na "Nature Scientific Reports", dá às esponjas um "papel muito mais importante do que se pensava", o que "está contribuindo para reajustar notavelmente a visão tradicional", relataram os pesquisadores do CSIC.

Além disso, demonstra que as esponjas capturam silício da água mediante um sistema que "não parece ter evoluído nos últimos 100 milhões de anos".

Cada esponja pode incorporar silício durante milênios, enquanto as diatomáceas do plâncton "só o acumulam durante alguns dias".

    Leia tudo sobre: ESPANHA CIÊNCIA

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG