Equipe de astronautas simula chegada a Marte

Nesta etapa do programa Marte 500, três homens vão se deslocar para o módulo de aterrissagem que deve "pousar" no planeta vermelho

AFP |

Seis astronautas simularão na próxima segunda-feira (14) uma chegada ao planeta Marte, a bordo de uma réplica da nave espacial onde passaram os últimos oito meses fechados com o objetivo de treinar para uma jornada científica de verdade. Veja galeria do início do projeto:


 A experiência Marte 500 começou em 3 de junho do ano passado no Instituto de Problemas Médico-Biológicos (IBMP), em Moscou, onde os seis voluntários, de 26 a 38 anos, vivem isolados do resto do mundo em condições muito próximas às de um voo para Marte.

Eles foram separados em dois grupos quando a nave-simulador, integrada por cinco módulos, "chegou" à órbita de Marte em 2 de fevereiro.

Em seguida, três homens vão se deslocar para o módulo de aterrissagem que deve pousar no planeta vermelho, enquanto os outros permanecerão no módulo principal, de 20 metros de comprimento e 3,60 metros de largura.

A "chegada a Marte", prevista para a próxima segunda-feira às 08H00 de Brasília, será transmitida em uma tela no Centro Russo de Controle de Voos Espaciais (TSOUP), em um subúrbio da capital russa. Especialistas e jornalistas foram convidados para acompanhar o evento.

Depois de 250 dias de viagem, tempo necessário para chegar a Marte, o ítalo-colombiano Diego Urbina, o russo Alexander Smolevski e o chinês Wang Yue farão sua primeira saída em dupla para o planeta vermelho, seguida de outros dois passeios nos dias 18 e 22 de fevereiro.

Durante cerca de um mês, eles simularão as atividades científicas e a vida de uma tripulação em Marte dentro de um módulo concebido para representar a superfície marciana. Depois, se encontrarão com os outros três tripulantes: o francês Romain Charles e os russos Sujrob Kamolov e Alexei Sitev.

Os seis voluntários (três engenheiros, um médico, um cirurgião e um físico) realizam "todas as tarefas como se fosse uma missão real", explicou à AFP Jennifer Ngo-Ahn, diretora do projeto Marte 500.

Até o momento, a missão ocorre sem problemas, "mas durante uma verdadeira viagem será preciso enfrentar outros desafios, como por exemplo a gravidade e os problemas de radiação", acrescentou.

A IBMP e a Agência Especial Europeia, que realizam esta experiência em parceria, querem estudar os efeitos nos seres humanos do isolamento e da falta de luz natural e de ar fresco, assim como a restrição de contato humano que devem sofrer os astronautas que um dia viajarão a Marte - embora não haja nenhuma expedição deste tipo prevista antes de 20 ou 30 anos.

Em caso de problemas de saúde, os astronautas poderão realizar exames no módulo médico, que permite isolar um tripulante doente. Se um dos voluntários se vir obrigado a abandonar a missão, a experiência continuaria como se o tripulante tivesse falecido.

O retorno à Terra está previsto para o fim de novembro, depois de uma viagem de aproximadamente 240 dias.

    Leia tudo sobre: marte 500. espaço

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG