É um pássaro? Um avião? Não, é uma cobra voadora

Cientistas descobrem mecanismo que faz cobra asiática voar

The New York Times |

Getty Images
Cobra Chrysopelea : capaz de se contorcer para obter um efeito aerodinâmico
Quando as cobras Chrysopelea paradisi , encontradas no sul e sudeste da Ásia, saltas das árvores, elas não caem no chão transtornadas. Elas deslizam grandes distâncias pelo ar.

E um estudo no qual cientistas jogaram cobras de uma torre de 15 metros e registraram a descida dos animais em vídeo sugere que as cobras são voadoras ativas, manipulando seu corpo para obter um efeito aerodinâmico.

"Parece que elas estão deslizando pelo ar, como um chicote se mexendo para a esquerda e para a direita", disse Jake Socha, principal autor do estudo e biomecânico da Virginia Tech. "O próprio corpo se move para cima e para baixo também".

Socha e colegas descobriram que a cobra Chrysopelea paradisi inclina seu corpo cerca de 25 a 30 graus em relação ao fluxo de ar para permanecer com a maior aerodinâmica possível. A maior distância que uma cobra conseguiu percorrer da torre foi cerca de 24 metros.

A pesquisa, financiada pelo Pentágono, pode ser útil para engenheiros que tentam criar veículos mais eficazes em busca e resgate, como um robô rastejante que também seja capaz de voar. "Há muito interesse em criar um pequeno voador; algo que possa chegar ao topo de um prédio e ver o que há ali", disse Socha.

O estudo foi publicado no jornal Bioinspiration and Biomimetics numa edição especial que destaca nove projetos de pesquisa que usam a natureza como guia para melhorar o design de veículos. Os outros estudos incluem pesquisas com lagartixas, gaivotas e beija-flores.

Ardian Jusufi, biólogo integrativo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, liderou um estudo sobre como as lagartixas chicoteiam levemente a cauda quando estão caindo, ajudando-as a se reorientar para que aterrissem sempre com sobre as patas. "Já temos robôs capazes de escalar bem, mas qualquer coisa que sobe vai ter que descer em algum momento", disse Jusufi. "Colocar um rabinho no robô seria vantajoso, para que ele se reoriente em caso de queda".

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