Estruturas celulares se organizam de maneira peculiar e são as responsáveis pelos padrões coloridos de suas asas

Cientistas já sabem, desde a década de 1970, que complexas estruturas formam as escamas das borboletas e produzem suas vívidas cores. Agora, um novo estudo mostra exatamente como essas estruturas são formadas em certos tipos de borboletas.

Durante o desenvolvimento, as membranas celulares das escamas de borboletas atravessam um processo de dobramento para criar um duplo “giroide”, uma estrutura que se parece um pouco com dois bumerangues de três lâminas, sobrepostos.

Cada célula de escama se transforma, então, num único giroide ao depositar quitina, o material rígido que forma o lado exterior dos insetos, em um dos dois espaços giroides esculpidos pelas membranas. Em seguida, o resto das células morre, deixando uma rede intacta de giroides.

Uma única escama de borboleta contém dúzias desses giroides com diferentes tamanhos, que encurvam e refratam a luz para produzir as cores exatas de uma borboleta, segundo o estudo.

As estruturas foram encontradas em duas famílias de borboletas estudadas pelos cientistas, papilionidae e lycaenidae . Eles usaram amostras de espécimes da Índia, do Brasil e da América do Norte.

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