De acordo com cientistas, mecanismo de entrada essencial é comum para todas as cepas do parasita

A descoberta de um vetor único por onde passam os agentes da malária para invadir os glóbulos vermelhos permite um novo enfoque promissor para atacar o mal na origem, mediante a elaboração de uma vacina eficaz, segundo vários cientistas.

De acordo com os especialistas, cujo parecer foi publicado na edição desta quarta-feira (9) da revista científica britânica Nature, este mecanismo de entrada essencial é comum para todas as cepas do parasita mais letal, o Plamodium falciparum , afirmaram os cientistas, esta quarta-feira.

Consequentemente, uma futura vacina poderia, teoricamente, ser eficaz para o conjunto das cepas do parasita, explicaram.

Até agora, pensava-se que o parasita P. falciparum dispusesse de várias opções para vencer as defesas das células do sangue.

Mas segundo o doutor Gavin Wright, do Instituto Sanger (Cambridge, Reino Unido), co-autor do estudo e seus colegas de Senegal, Japão e Estados Unidos, a interação entre uma molécula específica do parasita, chamada "ligand PfRH5", e um receptor do glóbulo vermelho, a basigina (BSG), é indispensável para a infecção.

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Mais ainda, segundo seus trabalhos, os anticorpos anti-BSG podem bloquear a infecção das células sanguíneas, seja qual for a cepa experimentada em laboratório.

A descoberta deste receptor único, que pode ser fixado para deter a invasão do parasita através do sangue, deixa de esperar uma solução mais eficaz que um dia poderá erradicar a doença.

Atualmente, a malária ainda mata 781.000 pessoas ao ano e 85% das crianças com menos de cinco anos na África subsaariana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

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