Titanoceratops parece ser ancestral de Triceratops e viveu cerca de 8 milhões de anos antes dele

Ilustração do Titanoceratops, ancestral do Triceratops, que viveu há cerca de 65 milhões de anos
Nicholas Longrich
Ilustração do Titanoceratops, ancestral do Triceratops, que viveu há cerca de 65 milhões de anos
O rei dos dinossauros com chifres, o Triceratops , está com seu reinado ameaçado. O usurpador do trono rivaliza com ele em tamanho, peso e chifres e viveu cerca de 8 milhões anos antes. O novo dinossauro, chamado de Titanoceratops , habitou o Sudeste Americano há cerca de 74 milhões de anos no período Cretáceo e pertence à mesma família do Triceratops. “Fiquei totalmente surpreso com ele[o Titanoceratops ]. Ele parecia um Triceratops , mas era 8 milhões de anos mais velho. Ele aparentava estar [vivendo] em um período de tempo totalmente errado”, explicou ao iG Nicholas Longrich, da Universidade de Yale, que descobriu a nova espécie.

Batizado de Titanoceratops, devido ao mito grego dos Titãs, o gigante de 6.500 quilos e cerca de 3 metros de altura de foi descoberto quando Longrich olhava pesquisas científicas e se deparou com a descrição de um pedaço de esqueleto descoberto em 1941 no Novo México, Estados Unidos, mas que ficou intocado até 1995. Naquele ano, o esqueleto foi montado e identificado como um Pentaceratops (da mesma famíia do Triceratops). Ao olhar mais de perto o fóssil, Longrich concluiu que não poderia ser um Pentaceratops por ter um tamanho muito maior.

A descoberta, que será publicada na próxima edição da revista Cretaceous Research, precisa ainda de mais fósseis para ser completamente comprovada. “Ele se parece exatamente com o que se espera de um ancestral do Triceratops . É provável que ele tenha evoluído e, no final, tenha então surgido o Triceratops que foi extinto quando o asteróide atingiu a península do Yucatan”, explicou Longrich. E completou: “Não temos o crânio completo do Titanoceratops ainda, mas o que temos não se parece com nada mais que tenha vivido neste período a não ser o Triceratops . Por isso estou muito confiante de que seja algo novo. Nem todos meus colegas concordam comigo, mas acredito que quando conseguirmos fósseis mais completos resolveremos esta questão”.

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