Descoberta tumba de rei maia

Achado pode ser mina de ouro de informações sobre o dia-a-dia dessa civilização

Alessandro Greco, especial para o iG |

Arturo Godoy
Cerâmica encontrada na tumba de El Zotz
Uma tumba bem preservada de um rei maia foi descoberta em El Zotz, pequena cidade a oeste de Tikal, uma das mais poderosas cidades do império Maia, na Guatemala. A tumba, que data de 350 – 400 A.C., está recheada de cerâmicas, tecidos e esculturas – e restos humanos.

Localizada no meio da floresta, embaixo da pirâmide El Diablo, a tumba foi achada pelo arqueólogo Stephen Houston, da Universidade Brown, Estados Unidos, no final de maio quando ele e sua equipe faziam escavações no local. “Quando abrimos a tumba e coloquei minha cabeça dentro ainda havia, para minha surpresa, um cheiro putrefato....que entraram nos meus ossos...a tumba ficou tão bem fechada durante 1600 anos que nada de ar e pouca água entraram nela”,” disse ele.

O rei ao que parece é o fundador de uma dinastia de El Zotz e morreu quando tinha entre 50 e 60 anos. Na tumba também foram encontrados ossos de seis crianças de 1 a 5 anos que, ao que tudo indica, foram sacrificadas em honra do rei – uma raridade já que este tipo de oferenda não era feito usualmente nos rituais maias de enterro de reis.

A novidade foi apresentada à imprensa em 15 de julho pelo ministro da cultura e esportes da Guatemala e é, segundo Houston, a primeira evidência concreta da vida deste rei conhecido apenas por textos de hieróglifos que faziam referencia à ele. De acordo com os hieróglifos parcialmente decifrados das paredes da tumba, o nome do rei seria algo como Tartaruga Vermelha ou Grande Tartaruga. O estudo mais a fundo dos hieróglifos, uma das áreas de especialidade de Houston, deverão, em breve, dar mais detalhes sobre a vida do rei que governou El Zotz.

O que se sabe, de momento, é que a descoberta da tumba pode ser uma mina de ouro para o estudo da civilização maia. As esculturas, tecidos e outros materiais orgânicos podem contar bastante sobre a vida do governante da pequena cidade de El Zotz e de seus súditos. Os próximos passos da equipe de Houston será analisar os resíduos encontrados no local e continuar a análise e reconstrução dos materiais encontrados dentro da tumba.

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