Descoberta do tiranossauro Sue comemora 20 anos

O fóssil mais famoso do predador pré-histórico levou dez anos para ser exibido ao público. Veja galeria

Natasha Madov, iG São Paulo |

Em 12 de agosto de 1990, a caçadora de fósseis Susan Hendrickson se deparou com três grandes ossos em um terreno acidentado em South Dakota, que seriam a origem do mais famoso fóssil de dinossauro conhecido atualmente: Sue, o Tyrannosaurus rex mais completo conhecido atualmente.

Com 65 milhões de anos, ganhou o apelido de sua descobridora e um espaço considerável na mídia quando foi anunciado que a ossada estava quase completa e muito bem-preservada. Mas o Instituto Black Hills, que patrocinou a escavação, se viu num imbróglio jurídico. O governo americano afirmou que o terreno onde Sue foi encontrado, a princípio supostamente particular, era de propriedade federal. Portanto, os direitos do Instituto ao fóssil estavam anulados. Sue ficou guardado durante cinco anos, e quando finalmente a posse da ossada foi determinada, um leilão foi marcado.

Para que Sue não acabasse numa coleção particular, o Museu Field de Chicago iniciou uma campanha para a compra do fóssil, que ganhou doações da Disney e do MacDonald’s. No fim, o Field levou Sue para casa, ao custo de 7,6 milhões de dólares, o maior valor já pago a um fóssil de dinossauro. A preparação dos ossos demorou três anos, e em maio de 2000, o fóssil finalmente foi exibido ao grande público. Veja galeria:

Ensinamentos de Sue
Embora ele tenha um nome feminino, não se sabe precisar até hoje se Sue foi macho ou fêmea. Estima-se que o dinossauro pesava quase seis toneladas e tinha 28 anos de idade quando morreu, o que faz dele o mais velho e maior T. rex já encontrado no mundo.

Tomografias de seus ossos mostraram vários ferimentos e sinais de fraturas anteriores, bem como doenças típicas dos pássaros atuais. Exames do crânio indicaram que o animal tinha um olfato extraordinário, já que seus bulbos olfativos eram bem desenvolvidos. Ele também foi o primeiro dinossauro descoberto com fúrcula, o famoso osso da sorte, o que reforçou a conexão evolutiva dos dinos com as aves.

Comemoração
O museu Field está festejando o aniversário de 10 anos da exibição de Sue com um exposição multimídia. Aberta em 26 de maio, ela traz uma versão robótica de Sue, uma réplica do fóssil com três quartos de seu tamanho original, capaz de seguir os movimentos dos visitantes e soltar rugidos olhando para eles.

A exibição traz também um filme em 3D com a simulação da vida dos dinossauros, a história da descoberta de Sue em Dakota do Sul, Estados Unidos, e uma escavação real feita por paleontologistas do museu Field.

A exposição vai até dia 6 de setembro. Mais detalhes no site www.sueescapes.com (em inglês).

(Colaborou Alessandro Greco, especial para o iG)

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