Concurso premia quem sequenciar 100 genomas de centenários em um mês

Equipe que provar que tem tecnologia rápida e barata para mapear o DNA humano ganha 17,6 milhões de reais

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo |

© AP
Emma Hendrickson disputou um campeonato de boliche aos 100 anos: fundação quer sequenciar 100 genomas de pessoas como ela
A partir do dia 3 de janeiro de 2013 será lançada uma corrida genética: uma fundação promete um prêmio milionário para seqüenciar o genoma de 100 centenários saudáveis em apenas um mês. A partir de 3 de fevereiro de 2013, os genomas serão divulgados na internet para que o painel de jurados possa fazer a análise destes genomas. Pesquisadores de todo o mundo poderão concorrer ao prêmio de 10 milhões de dólares (R$ 17,6 milhões).

A informação obtida com o seqüenciamento do DNA de 100 idosos vai proporcionar novos insights sobre a longevidade e o tratamento de doenças ligadas à velhice, porém, o que a corrida científica da Archon X PRIZE está de olho são as novas tecnologias rápidas e baratas que podem mapear o genoma humano com precisão.

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Tanto que a competição está aberta para qualquer cientista, mas as equipes precisam demonstrar possibilidade de comercialização do processo. Outro limitador é que a tecnologia não pode ter sido finaciada por governos durante o período da competição.

O prêmio de 10 milhões de dólares será dado a equipe capaz de sequenciar 100 genomas humanos em 30 dias com precisão de um erro por 1 milhão de bases ao custo de mil dólares por genoma. “O prazo de 30 dias para sequenciar 100 genomas humanos está ao alcance de tecnologias disponíveis atualmente”, disse ao iG Laurence Kedes, da X PRIZE Foundation.

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De acordo com Kedes, a competição tem também alguns importantes objetivos secundários como o desenvolvimento de um protocolo de validação que será usado para julgar o concurso, e que também estabelecerá as primeiras normas utilizáveis para avaliar a qualidade e capacidade de laboratórios para sequenciar um genoma humano.

Outro objetivo é gerar um banco de dados altamente precisas que serão disponibilizados à comunidade científica. “O sequenciamento de vários genomas de pessoas centenárias feito por várias equipes vai permitir um largo conjunto de genomas que ainda não temos disponíveis para a análise”, disse; Kedes acredita que com a competição será possível definir a qualidade que pode ser usada para diagnóstico e terapêutica médica.

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