Pesquisadores suecos conseguiram simular a sensação de ter o corpo encolhido do tamanho de um brinquedo

Experiência faz com que voluntários se sintam no corpo de bonecas
Divulgação
Experiência faz com que voluntários se sintam no corpo de bonecas
No filme 'Querida, Encolhi as Crianças’, um inventor acidentalmente torna seus filhos miniaturas, fazendo com que o mundo pareça enorme para eles. Agora, cientistas simulam a sensação de pequenez usando câmeras e uma boneca.

Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, interligaram voluntários a um fone de ouvido conectado ao monitor de uma câmera que mostrava o objeto de uma perspectiva em primeiro plano do ponto de vista de uma boneca.

Depois, os pesquisadores tocavam o corpo do objeto e o da boneca ao mesmo tempo com um pequeno bastão. E então isso criava a sensação de que o objeto habitava o corpo da boneca, disse Bjorn van der Hoort, neurocientista cognitivo do instituto e um dos autores do estudo.

“A conclusão a que se chega é de que usamos o tamanho do nosso corpo para interpretar a imensidão do mundo”, afirma Hoort. “Se você voltar a um lugar aonde costumava ir quando criança, tudo parecerá muito menor”.

Ele e seu colega Henrik Ehrsson obtiveram êxito ao conduzir o experimento também de forma reversa, usando bonecas gigantes de 4 metros de comprimento.

Entenda como a experiência foi feita no vídeo abaixo:


Caso não consiga ver o vídeo, clique para assistir na TV iG: Cientistas veem o mundo do ponto de vista de uma boneca

Essa noção de tamanho relativo foi progressivamente útil aos humanos ao tomar decisões de movimento, explicou van der Hoort.

“Na verdade, o tamanho absoluto e a distância não importam”, ele diz.

Ele e Ehrsson relatam suas descobertas no jornal PlosOne.

A pesquisa fornece aplicações potenciais no avanço da medicina, melhorando a experiência de usuário de cirurgiões que fazem uso de robôs.

“Imagine se eles pudessem mesmo passar pela experiência de serem robôs pequeninos, chegando ao ouvido do paciente e fazendo algum tipo de microcirurgia”, profetiza van der Hoort.

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