Cientistas do CERN observam vínculos inéditos entre partículas

Embora resultados ainda precisem de confirmação, equipe não descarta a existência de uma nova maneira de as partículas se ligarem

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Com 27 km, o acelerador de partículas é uma estrutura circular construída a 100 metros de profundidade
Cientistas que trabalham no maior acelerador de partículas do mundo afirmaram esta terça-feira (21) a descoberta de um fenômeno nunca antes observado em sua busca por elucidar os maiores segredos do universo.

Depois de quase seis meses de exploração do Grande Colisor de Hádrons (LHC), as experiências começam a revelar "sinais de fenômenos potencialmente novos e interessantes", anunciou o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), em seu site na internet.

Trata-se, particularmente, do fato de que "certas partículas são intimamente ligadas, de uma maneira que nunca foi observada nas colisões de prótons", continuou.

"O novo fenômeno apareceu em nossas análises em meados de julho", disse o físico Guido Tonelli, durante apresentação a colegas cientistas do CERN dos primeiros resultados produzidos pelas colisões de prótons a uma potência de 7 TeV.

Tonelli alertou que os resultados precisam ser confirmados, mas assegurou que os cientistas da equipe que trabalham no detector não conseguiram descartar a existência do novo vínculo.

"Precisamos de mais dados para analisar completamente o que acontece e dar os primeiros passos para uma nova física, um novo mundo que o LHC, esperamos, vai nos permitir descobrir", afirmou.

Com 27 km, o acelerador de partículas é uma estrutura circular construída a 100 metros de profundidade na fronteira franco-suíça, ao custo de 5,2 bilhões de dólares.

Com ele, cientistas tentam recriar condições próximas às que produziram o Big Bang, que deu origem ao Universo.

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