Cientistas descobrem mecanismo que ajuda a entender Alzheimer

Equipe analisou neurônios de roedores e identificou pistas sobre o funcionamento da comunicação entre os neurônios

EFE |

Getty Images
Cientistas identificaram que quando a proteína Smaug 1 é bloqueada, os neurônios não se desenvolvem completamente
Cientistas argentinos descobriram um mecanismo que fornece novos dados sobre o funcionamento da comunicação entre neurônios, o que pode ajudar a compreender doenças como o mal de Alzheimer, informaram nesta segunda-feira (14) os responsáveis pelo estudo.

Trata-se de um mecanismo fundamental para a formação, fortalecimento e funcionamento das sinapses, ou seja, os pontos de comunicação entre os neurônios, explicou a Agência de Ciência e Técnica do Instituto Leloir, onde a pesquisa foi desenvolvida.

A equipe identificou neste processo de comunicação pacotes de ARN mensageiro (responsável pela transferência de informação do DNA) temporariamente inativos, denominados "focos de silenciamento de mensageiros", explicou Graciela Boccaccio, chefe do Laboratório de Biologia Celular do Instituto Leloir.

Com a formação desses pacotes, o ARN mensageiro não pode cumprir sua função, que permite consolidar a comunicação entre neurônios para memória e aprendizagem.

Leia mais:

Alzheimer se propaga pelo cérebro como uma infecção


Pesquisadores criam neurônios com Alzheimer a partir de células-tronco
Cientistas descobrem papel de células cerebrais no Alzheimer
Cientistas descobrem cinco genes relacionados ao Alzheimer
Mal de Alzheimer poderá ser diagnosticado ainda em vida

Os cientistas também identificaram neste processo a proteína Smaug 1, que, quando bloqueada, produz um defeito sináptico grave e os neurônios não se desenvolvem completamente, de acordo com o estudo.

"Esses defeitos são muito similares aos observados em várias doenças neurodegenerativas", disse Boccaccio.

Leia mais:
Alzheimer se propaga pelo cérebro como uma infecção
Pesquisadores criam neurônios com Alzheimer a partir de células-tronco

Para a pesquisadora, o estudo dá uma luz sobre como funciona a sinapse e pode ajudar a criar novos caminhos para entender doenças como o mal de Alzheimer e a esclerose.

Durante o trabalho, publicado na revista "The Journal of Cell Biology", os cientistas analisaram, em roedores, neurônios do hipocampo, região do cérebro associada aos aspectos cognitivos.

    Leia tudo sobre: argentinacérebro

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG