Cientistas descobrem fragilidade em fungo de infecção hospitalar

Proteína da Candida albicans permita que ela se prolifere no corpo humano e cause infecções

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Imagem de microscópio eletrônico da Candida albicans: fungo corriqueiro que se torna perigoso em ambientes hospitalares
Um fungo que representa grande ameaça a pacientes internados em hospitais pode ter uma fraqueza escondida, segundo uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (5) e que reforça a habilidade dele em aderir ao tecido humano.

A Candida albicans é comum no organismo humano, mas normalmente não acarreta maiores problemas de saúde que infecções vaginais e bucais.

Mas em ambientes hospitalares, a cândida é um risco para pessoas doentes ou indivíduos com o sistema imunológico debilitado por câncer, HIV ou transplante.

Ela é responsável por uma em quatro infecções hospitalares, frequentemente transmitida por objetos plásticos implantados no corpo, como catéteres, articulações prostéticas ou equipamentos cardíacos.

Nos casos mais severos, quase a metade dos infectados morre.

Além disso, a cândida é um inimigo sorrateiro, capaz de mudar a estrutura de sua parede celular de forma a ludibriar novos medicamentos.

A mais recente pesquisa, publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), chama a atenção para algo promissor: o mecanismo que o fungo usa para aderir às células humanas e colonizá-las se deve ao minúsculo segmento de uma proteína chamada Als adesina.

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"As proteínas als adesina dão ao fungo a habilidade de florescer no corpo humano, o que o torna agente de infecções tão perigosas", explicou Ernesto Cota, biólogo médico do Imperial College, de Londres.

A equipe de Cota usou escâneres de última geração para investigar a estrutura da proteína.

O próximo passo é testar complexos experimentais em amostras de laboratório do fungo para ver se bloqueará sua ação aderente.

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