Cientistas criam meio para visualizar colisão de buracos negros

Simulação de computador revela vórtices no espaço e padrões de anéis, causados pela fusão das estrelas mortas

iG São Paulo |

The Caltech/Cornell SXS Collaboration
Padrão de vórtices emanando de um buraco negro pulsante, segundo o novo modelo
Quando buracos negros colidem um com o outro, o espaço e o tempo ao redor são abalados como o oceano durante uma tempestade. Essa deformação do espaço-tempo é tão complexa que os cientistas ainda não tinham sido capazes de visualizar as ondulações causadas – ao menos, até agora.

“Encontramos um meio de visualizar o espaço-tempo distorcido como nunca antes”, disse, por meio de nota, Kip Thorne, professor emérito de Física Teórica do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Ao comparar a teoria com os resultados de simulações de computador, Thorne e colegas de outras instituições, nos EUA e na África do Sul, determinaram que as colisões de buracos negros causam linhas de vórtice que assumem um padrão em forma de rosca, expandindo-se a partir da fusão dos astros como se fossem anéis de fumaça.

Esses aglomerados de vórtices podem sair do buraco negro como água deixando um "sprinkler" de jardim. O trabalho com a descrição dessa distorção no espaço-tempo está publicado na edição mais recente do periódico Physical Review Letters .

A Teoria Geral da Relatividade de Einstein determina que a força da gravidade é capaz de distorcer o espaço, como um peso colocado sobe um lençol causa depressões e rugas no tecido. Essa previsão de Einstein foi confirmada quando cientistas observaram raios de luz fazendo trajetórias curvas ao se aproximar de objetos de grande massa, como estrelas.

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