Eles poderão substituir a platina nas células de combustível de automóveis que geram energia a partir do hidrogênio

Pesquisadores mostram que é possível construir célula de hidrogênio a um custo bem menor do que o atual ao substituir a platina dos catalisadores, um metal raro e caro, por metais baratos. As células de hidrogênio são a grande promessa para a produção de energia limpa e poderão, no futuro, substituir baterias de diversos tipos. Um dos entraves atuais ao seu uso é o custo do catalisador utilizado para fazê-la gerar essa energia. A platina é mais cara que o ouro.

Liderados por Piotr Zelenay, do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, a equipe conseguiu trocar a platina por uma mistura de polímero, sais de ferro e cobalto. Os resultados foram animadores. "A boa notícia é que catalisador tem boa durabilidade e bom ciclo de vida em relação aos feitos com platina”, afirmou ao iG Zelenay, que publicou o estudo na edição desta semana do periódico científico Science.

Nos últimos cinco anos o grupo de Zelenay e outros pesquisadores no mundo vêm estudando diferentes metais não preciosos para substituir a platina. Todos eles, no entanto, tinham um problema em comum: se degradavam rapidamente em meio ácido, caso de uma célula de combustível.

“O material que usamos ainda se degrada mais rapidamente que a platina embora seja um grande avanço em relação ao que tínhamos até hoje”, explicou Zelenay. E completou: “Se tivermos sorte poderemos ter um catalisador de metal não precioso no mercado em alguns anos”.

Os testes da nova célula também mostraram que a mistura do polímero com sais de cobalto e ferro converte de forma eficaz o hidrogênio em oxigênio e água. Esta transformação é uma questão que preocupa os cientistas, pois é comum ocorrer uma conversão incompleta que não gera tanta energia. Nela, o hidrogênio é transformado em peróxido de hidrogênio o que chega a reduzir em 50% a energia gerada e também pode destruir a célula de combustível.

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