Cientistas confirmam que campo magnético da Terra é vital para atmosfera

Estudo da agência espacial europeia comparou como ventos solares afetam as atmosferas da Terra e de Marte

EFE |

ESA
Ilustração mostra como os ventos solares afetam Vênus (acima), Terra (no meio) e Marte (embaixo) e como campo magnético dos planetas é importante
Uma equipe de pesquisadores confirmou que o campo magnético da Terra é fundamental para proteger a atmosfera e mantê-la em seu lugar, segundo informou nesta quinta-feira (8) a Agência Espacial Europeia (ESA).

Os resultados foram obtidos a partir da análise das consequências da passagem de uma rajada de vento solar durante um alinhamento planetário em janeiro de 2008, que permitiu comparar como este fenômeno afeta as atmosferas da Terra e de Marte.

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"O efeito protetor do campo magnético é fácil de compreender e de simular matematicamente, por isso se transformou numa teoria amplamente aceita", afirmou o líder do estudo, Yong Wei, do Instituto Max-Planck para Pesquisa do Sistema Solar.

As medições, feitas pelas sondas europeias Cluster e Mars Express, demonstraram que a atmosfera de Marte perdia dez vezes mais oxigênio que a terrestre, enquanto a pressão de radiação solar aumentava uma quantidade similar em ambos os planetas.

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Os cientistas esperam ampliar seu estudo com os dados recolhidos pela sonda Vênus Express da ESA, pois esse planeta, "da mesma forma que Marte, não conta com um campo magnético significativo, tem um tamanho comparável ao da Terra e apresenta a atmosfera mais densa dos três planetas".

"Durante os próximos meses ocorrerá um bom alinhamento entre o Sol, a Terra, Vênus e Marte, que aproveitaremos para coordenar uma série de observações", explicou Olivier Witasse, especialista do Projeto Mars Express.

Além disso, os pesquisadores estão interessados em ver como o aumento da atividade solar afetará a perda de partículas atmosféricas nos três planetas.

"A família europeia de sondas no Sistema Solar, com sua capacidade única de observação, terá um papel fundamental no estudo destes fenômenos à medida que se aproxima o máximo de atividade solar", explicou Matt Taylor, cientista do Projeto Cluster.

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