Cientistas combatem câncer hepático com ondas eletromagnéticas

Testado em ratos, método conseguiu reduzir em 50% o número e o tamanho das lesões sem prejudicar as células saudáveis

EFE |

Cientistas mexicanos do Centro de Pesquisa e de Estudos Avançados (Cinvestav) trabalham no desenvolvimento de um tratamento que emprega ondas eletromagnéticas de baixa frequência para combater o câncer hepático em estado avançado, informou a entidade nesta terça-feira (17).

Os pesquisadores conseguiram diminuir em 50% o número e o tamanho das lesões preneoplásicas, que são parte inicial do desenvolvimento do câncer, informou em comunicado Mónica Jiménez García, doutoranda do Cinvestav.

Mónica explicou que, ao contrário das radioterapias que matam tanto às células malignas como as benignas, porque empregam energia muito alta, o uso de ondas eletromagnéticas de baixa frequência não chega a prejudicar as células saudáveis.

A acadêmica, especialista em Física Médica, é assessorada pelos cientistas Saúl Villa Treviño, do departamento de Biologia Celular, e Juan José Godina Nava, da área de Física do centro de altos estudos.

O objetivo da pesquisa é determinar o efeito do campo eletromagnético controlado quando aplicado na fase avançada do desenvolvimento do câncer de fígado.

No estudo, os pesquisadores utilizaram a unidade hertz, frequência que se caracteriza por ser muito baixa, "não gera calor e tem longitudes que não afetam o organismo", mas pelo contrário, "foram benéficas", destaca a nota.

Para realizar o experimento, os cientistas utilizaram ratos de laboratório com câncer hepático induzido quimicamente, que foram submetidos a uma exposição controlada de campo eletromagnético mediante um equipamento desenhado e construído pelo também pesquisador do Cinvestav Miguel Ángel Rodríguez Segura.

Durante um mês, os animais foram expostos diariamente às ondas eletromagnéticas por vários minutos, num processo em que um computador registrou informações sobre a amplitude do campo eletromagnético, frequência, tipo de onda e tempo de exposição.

Segundo a doutoranda, em países como Alemanha e Itália já se fazem tratamentos similares "de maneira experimental". No entanto, ela afirmou que ainda é necessário fazer muitas experiências sobre o assunto, até para saber se o tratamento é capaz de reduzir o tamanho de um tumor, já que muitos pacientes costumam ir ao médico quando a doença já está muito avançada.

De acordo com a acadêmica, o método das ondas eletromagnéticas de baixa frequência pode ser útil como tratamento preventivo em pessoas com predisposição ao câncer hepático.

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