Cientistas chineses descobrem "cáctus andante" de 520 milhões de anos

Criatura com dez patas faz parte da linha evolutiva dos vermes e artrópodes

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Foto do fóssil da "Diania Cactiformis", de 520 milhões de anos
Uma equipe de pesquisadores chineses encontrou o fóssil de uma criatura de 520 milhões de anos, apelidada de "cáctus andante", que poderia ser o antepassado mais antigo descoberto até agora das atuais aranhas, segundo informaram nesta sexta-feira (25)  estes cientistas.

A bizarra criatura, com dez pares de patas articuladas e seis centímetros de comprimento, se chama Diania cactiformis e é o primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes. A Diania habitava o fundo marinho do que hoje é a província de Yunnan, na cordilheira do Himalaia e ao sudoeste do país asiático.

"A importância da Diania para a biologia é que os artrópodes são um dos grupos de animais invertebrados de maior sucesso e é muito lindo haver descoberto o que pode ser o animal mais primitivo deste grupo com patas articuladas", assinalou Jianni Liu, líder da equipe de pesquisa conjunta entre a Universidade de Freie na Alemanha e a do Noroeste da China, em Xian.

Liu acrescentou que a descoberta é "importante porque apresenta evidências que os artrópodes evoluíram a partir dos lobopódios", isto é, os antepassados dos vermes, cujos registros fósseis se remontam ao período Câmbrico.

Os corpos brandos dos extintos lobopodios eram formados por segmentos e suas patas costumavam acabar em uma unha em seus extremos. O fóssil da Diania cactiformis foi descoberto em 2006 durante uma prospecção no distrito de Chengjian, em Yunnan, e à luz das investigações poderia ser o membro mais evoluído dos lobopódios ou mesmo o primeiro artrópode, que atualmente represente mais de 80% dos espécies vivas.

A doutora Liu acaba de publicar na revista "Nature" a tese na qual ela e sua equipe estiveram trabalhando, onde se reflete a habilidade que a Diania tinha de se deslocar a grande velocidade e saltar com agilidade. A equipe acredita que alguns dos apêndices da Diania evoluíram até se transformar em articulações que deram mais capacidade de sobrevivência aos artrópodos.

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