Cérebro denuncia os blefadores

Pesquisa mostra que diferentes áreas são ativadas na hora em que uma pessoa tenta enganar outra conscientemente

Alessandro Greco, especial para o iG |

Getty Images
O blefe dos jogadores de pôquer está com os dias contados
A cara de jogador de pôquer –aquela face que teoricamente não diz nada -- pode estar com os dias contados se um dia formos capazes de escanear em tempo real as áreas do cérebro das pessoas que são ativadas na hora que elas blefam.

Uma pesquisa liderada por Read Montague, da Faculdade de Medicina Baylor, nos Estados Unidos, mostrou que diferentes áreas do cérebro são ativadas quando estamos blefando ou agindo honestamente em um jogo de estratégia. “Para nós o mais surpreendente foi a clara divisão dos participantes [da pesquisa] em dois grupos distintos em um jogo simples”, afirmou Montague ao iG .

No trabalho, feito com 76 pessoas, os pesquisadores analisaram o funcionamento do cérebro com ressonância magnética funcional, uma ferramenta que permite ver em tempo real como o cérebro reage a um estímulo. Os resultados mostraram que blefar conscientemente requer atividade do cérebro em áreas relacionadas ao processo de decisões complexas, manutenção de objetivos e entendimento das crenças dos outros. “O gerenciamento e a manipulação da nossa imagem social na cabeça dos outros requer uma ‘computação’ pouca entendida”, explica Montague.

Segundo os pesquisadores, com a descoberta talvez seja possível diferenciar comportamentos cognitivos normais de patológicos. “O foco deste trabalho é desenvolver novas medidas quantitativas para cognição normal e esperamos usá-la também para mensurar funcionamento mental patológico”, explicou Montague.

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