Castanhetas cultivam seus jardins de algas

Os pequenos peixes são os responsáveis pela limpeza de corais no mundo todo

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A castanheta é uma espécie de jardineira do mar
Jardineiros que são vigilantes contra ervas daninhas podem ter uma nova apreciação pelo peixe castanheta, que, segundo um novo estudo, limpa diligentemente jardins de algas em recifes de corais de todo o mundo.

A extração de ervas daninhas, quando feita por peixes sendo estudados por cientistas que estão escrevendo relatórios, é chamada de mutualismo de cultivação. E, no caso do castanheta, ela envolve arrancar algas indesejadas de seus territórios com suas bocas e jogá-las a uma boa distância.

Isso deixa mais espaço para a Polysiphonia , uma alga vermelha da qual os peixes gostam. Os castanhetas não possuem as enzimas digestivas para processar muitos tipos de algas, e membros do gênero Polysiphonia são alguns dos poucos que eles podem comer.

Os peixes também agem como jardineiros ao expulsar invasores como o ouriço-do-mar.

Os pesquisadores descobriram uma variedade de estratégias de jardinagem entre as 18 espécies de castanhetas que observaram em 320 locais no Egito, Quênia, Ilhas Maurício, as Maldivas, Tailândia, Bornéu, as ilhas de Okinawa e na Grande Barreira de Coral.

Em algumas regiões, como nas ilhas de Okinawa, os peixes empregam uma extensa extração de ervas daninhas, e mantêm uma monocultura de alvas vermelhas em suas jazidas. Em outros locais, como nas Ilhas Maurício, eles mantêm uma plantação misturada, arrancando apenas plantas invasoras.

Em seguida, os pesquisadores esperam determinar por que essas variações em comportamento de jardinagem existem entre peixes de diferentes localidades, disse Hiroki Hata, principal autor do estudo e ecólogo da Universidade de Ehime, no Japão.

O estudo apareceu na edição de 18 de junho do jornal BMC Evolutionary Biology.

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