Câmara de descompressão entre ISS e Atlantis é fechada

Operação foi realizada um dia antes de ônibus espacial iniciar retorno à Terra

iG São Paulo |

A câmara de descompressão que separa o Atlantis da Estação Espacial Internacional (ISS) foi fechada nesta segunda-feira (18) de manhã, um dia antes de iniciar sua viagem de volta à Terra pondo fim à era dos ônibus espaciais americanos.

A câmara de descompressão foi fechada às 14H28 GMT (11H28 de Brasília), aproximadamente uma hora após o previsto.

Antes de entrar no compartimento selado do ônibus pela última vez, os quatro tripulantes do Atlantis deixaram para trás dois suvenires para comemorar os 30 anos de histórias do programa de ônibus espaciais: um modelo do ônibus espacial e uma bandeira americana trazida no Columbia na primeira missão do ônibus americano, em 1981.

Foi uma de uma série de "coisas feitas pela última vez" na missão do Atlantis, que durou 13 dias - a ser seguida pelo derradeiro desacoplamento da estação espacial, na manhã de terça-feira, e o pouso previsto para antes do amanhecer no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, na quinta-feira.

"Estamos encerrando um capítulo na história de nossa nação", disse o engenheiro de vôo da estação espacial, Ron Garan, em cerimônia para celebrar o fechamento da porta.

A bandeira permanecerá fixada na tranca de ar da estação até que esta se abra para admitir astronautas em anos futuros que cheguem à estação numa cápsula construída por empresas comerciais americanas, disse a Nasa.

O comandante do Atlantis, Chris Ferguson, foi o último astronauta do ônibus a deixar a estação antes de a porta do ônibus espacial se fechar. 

Com sua volta do Atlantis à Terra - prevista para 21 de julho - a era dos ônibus espaciais chegará ao fim. O Atlantis é a última de 134 missões anteriores de ônibus espaciais que levaram para o espaço satélites e observatórios, incluindo o Telescópio Espacial Hubble. A realização máxima do ônibus, diz a Nasa, foi construir e colocar em órbita e a estação espacial - um projeto de 16 países, que custou 100 bilhões de dólares.

Cargueiro
Ferguson e sua equipe levaram à estação espacial mais de cinco toneladas de alimentos, roupas, equipamentos e outros objetos para suprir a estação até que as empresas particulares de entrega de cargas recém-contratadas pela Nasa iniciem seus vôos, no próximo ano.

Enquanto isso, a Nasa quer acelerar o desenvolvimento de uma nova nave espacial do tipo cápsula e veículo de cargas pesadas que possa levar pessoas para o espaço distante, para além da órbita da estação, onde os ônibus espaciais não conseguem chegar.

A Nasa está apoiando os esforços de quatro empresas - a Boeing, Space Exploration Technologies, Sierra Nevada Corp. e Blue Origin, esta uma empresa de viagens espaciais lançada recentemente com o apoio de Jeff Bezos, fundador da Amazon - com contratos de desenvolvimento de tecnologia no valor de 269 milhões de dólares.

A Nasa espera que os novos veículos estejam prontos para voar em 2015. A Rússia cobra dos EUA mais de 50 milhões de dólares para transportar e treinar uma pessoa na cápsula Soyuz.

O fim do programa dos ônibus espaciais será fortemente sentido na Flórida central , Houston e outros centros operacionais do ônibus, onde milhares de engenheiros e técnicos devem perder seus empregos pouco depois do pouso do Atlantis.

(Com informações da Reuters e da AFP)

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