Cafeína possui virtudes contra câncer de pele, comprova um estudo

Teste feito em ratos confirmou que quando reduzida proteína, que é inibida pela cafeína, tumor demora mais para se desenvolver

AFP |

A cafeína possui muitas virtudes contra os cânceres de pele, segundo confirma estudo publicado nesta segunda-feira (15). Pesquisadores da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, modificaram ratos geneticamente para reduzir em sua pele a função da proteína ATR (Telangiectasie d'ataxie, Rad3). A proteína desempenha um importante papel na multiplicação das células da pele danificadas por raios ultravioleta do sol. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a substância inibia a ATR que, estando neutralizada, acarretaria, então, a destruição dessas mesmas células.

Os pesquisadores puderam observar que nos ratos geneticamente modificados (com redução de ATR) e expostos a raios ultravioletas, os tumores de pele se desenvolveram três semanas mais tarde que entre os outros roedores do grupo que serviu de cobaia.

Após 19 semanas de exposição aos raios ultravioletas, os ratos geneticamente modificados tinham 69% menos tumores de pele, e quatro vezes menos cânceres agressivos que os demais, precisam os autores dos trabalhos publicados on-line nos Anais da Academia Nacional americana de Ciências (PNAS).
A persistência da irradiação acabou por danificar as células da pele dos ratos geneticamente modificados após 34 semanas.

Os resultados indicam que os efeitos protetores da cafeína contra os raios ultravioletas, já documentados em estudos precedentes, explicam-se provavelmente pela neutralização da proteína ATR durante o estágio pré-canceroso, antes que o tumor da pele se desenvolva totalmente, destacam os cientistas.

Segundo eles, aplicações de cafeína na pele poderiam contribuir para impedir o aparecimento de cânceres. Além disso, a cafeína absorve os raios ultravioletas, agindo como um protetor solar.
O câncer de pele é o mais frequente nos Estados Unidos, com mais de um milhão de novos casos diagnosticados anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

A maior parte não é constituída de melanomas - a forma mais grave - sendo com muita frequência curável, se o diagnóstico for realizado mais cedo.

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