Buzz Aldrin pede cooperação entre países para levar homem a Marte

Astronauta americano que participou da missão à Lua lembrou detalhes de sua experiência e ressaltou necessidade de cooperação

EFE |

O astronauta Buzz Aldrin, que pisou na Lua junto com Neil Armstrong na missão Apollo 11, declarou nesta segunda-feira (20) que deve haver "uma liderança unificada" para futuras viagens a Marte sem que um país esteja à frente de outro, em uma fórmula de colaboração similar à da Organização das Nações Unidas (ONU).

Aldrin participou de um encontro com jornalistas durante sua participação no Festival Starmus, um ciclo de conferências em Tenerife e La Palma, nas Ilhas Canárias, em homenagem ao 50º aniversário do primeiro voo espacial , tripulado pelo cosmonauta russo Yuri Gagarin.

O engenheiro mecânico da Agência Espacial Americana (Nasa) e piloto do módulo lunar da Apollo 11 afirmou que o início da corrida espacial foi marcado por "avanços muito importantes", em um processo acelerado pela Guerra Fria.

"Os Estados Unidos precisavam passar a impressão que tinham avançado mais que a União Soviética e essa concorrência encorajou o presidente John Fitzgerald Kennedy e também o público, que foi seduzido pela história", disse.

Aldrin e Armstrong, comandante da missão Apolo 11, se tornaram os primeiros homens a pisar na Lua no dia 20 de julho de 1969.

Em seu discurso nesta segunda-feira (20), Aldrin afirmou que o maior desafio técnico da missão foi conseguir um pouso suave na lua e lembrou que o maior impulso veio do presidente Kennedy. "Ele disse então que antes de uma década haveria um homem na Lua", recordou.

O impacto em curto prazo da presença do homem na Lua foi a sensação que a façanha tinha sido conquistada pela Humanidade, não apenas pelos EUA, considerou Aldrin, ressaltando a necessidade da cooperação entre países para futuras missões a Marte devido ao alto custo das operações.

De sua experiência como astronauta, o americano detalhou que também existe concorrência entre os membros de uma missão e por isso os psicólogos aconselham que o número de tripulantes seja ímpar, para alguém assumir a liderança.

"As pessoas precisam conviver e vejo problemas nesse aspecto", apontou o astronauta americano, que começou sua carreira na Nasa em 1957 e ainda recorda os problemas que outros companheiros tinham nos experimentos com falta de gravidade.

Buzz Aldrin disse ainda que se decepcionou pelo fato da Nasa não continuar seus programas de experimentos com falta de gravidade e lembrou que ele foi o primeiro a treinar sob a água. "Me arrependo de duas coisas dos meus anos de astronauta: quando a Nasa cancelou esses testes e também do design da nave espacial que sucedeu a Apollo, quando puseram remendos e quiseram reutilizar os sistemas anteriores", finalizou.

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