Brasileiros encontram fóssil de réptil predador

Descoberta aconteceu no Rio Grande do Sul. O animal, que viveu há 200 milhoes de anos, é considerado um ancestral dos dinossauros

iG São Paulo |

Paleontólogos brasileiros encontraram um fóssil do predador Prestosuchus , do período Triássico, cerca de 238 milhões de anos, quase completo no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul. A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).

Divulgação
Fóssil encontrado no Rio Grande do Sul: tecodonte é considerado um ancestral dos dinossauros
O fóssil do tecodonte Prestosuchus chiniquensis , encontrado com o crânio bem preservado e outras partes do esqueleto, tem quase sete metros de comprimento e pesa cerca de 900 quilos. De acordo com a universidade, a descoberta representa um dos achados mais importantes desse grupo de répteis, que é considerado um ancestral dos dinossauros.

A espécie carnívora dominou o planeta no Período Triássico, entre 250 e 205 milhões de anos, e foi descoberta na década de 1930. Os materiais fósseis, que continham partes de um crânio e outros ossos, foram levados para o Museu de Tübingen, na Alemanaha.

O novo achado é uma descoberta do paleontólogo Sergio Furtado, da Ulbra Canoas, e do biólogo Lúcio Roberto da Silva, da Ulbra Cacoeira do Sul e foi encontrado em uma região que corresponde a um lago primitivo, onde os herbívoros daquele período bebiam água e eram atacados por seus predadores. A preservação do fóssil comprova o tipo de local onde ele foi encontrado.

Além do esqueleto quase completo, os pesquisadores encontraram também restos fossilizados de grandes dicinodontes e pequenos cinodontes, herbívoros que seriam presas preferenciais do tecodonte.

“Esta descoberta permitirá uma melhor compreensão da anatomia do Prestosuchus e irá favorecer uma reconstrução mais precisa do esqueleto do animal. Uma vez que, este é o único fóssil deste grupo a apresentar uma pata traseira preservada, o mesmo trará novas informações sobre a locomoção desses incríveis répteis”, explica o paleontólogo em um comunicado da universidade.

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