Brasil vai trazer cientistas do exterior, diz Mercadante

Ministro da Ciência e Tecnologia quer "atrair cérebros" para aprimorar institutos de pesquisa no país

AE |

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O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, informou hoje que o governo pretende trazer cientistas da Europa e dos Estados Unidos para desenvolver os institutos de pesquisa do País. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele observou que o momento é ideal, destacando que enquanto o Brasil investe no setor, os países industrializados estão demitindo cientistas. Mercadante disse que ainda está sendo estudada a meta de quantos cientistas poderão vir, por meio de uma programa de "trabalhadores temporários".

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"Houve uma diáspora de cérebros no passado e agora queremos atrair cérebros", afirmou o ministro. Mercadante observou que é necessário repor os cientistas que se aposentaram nos últimos anos, tanto em universidades como em institutos de pesquisa. Ele disse que concursos recentes de contratação de pesquisadores internacionais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) mostraram que há grande interesse de pesquisadores estrangeiros em trabalhar no Brasil e citou o caso da agência espacial norte-americana, que teria demitido 4 mil funcionários .

Mercadante disse, ainda, que ao mesmo tempo que o governo tentará atrair cientistas no exterior, também serão realizados investimentos na formação de profissionais brasileiros. Ele lembrou que o governo enviará 75 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação no exterior , nos próximos anos.

Copa
O ministro de Ciência e Tecnologia esteve no Palácio do Planalto para acompanhar uma visita do neurocientista Miguel Nicolelis, do Centro de Neuroengenharia Duke University, dos Estados Unidos. Nicolelis apresentou à presidente Dilma Rousseff um projeto de instalação de 12 escolas bilíngues voltadas para crianças de até 15 anos, na região de fronteira. Ele também falou sobre uma proposta de fazer com que uma criança tetraplégica dê o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2014, com a ação do cérebro, por meio de uma veste robótica. Nicolelis relatou que Dilma gostou da proposta. "Ela gostou da ideia e do sentido de ousadia", afirmou o cientista.

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