Barco funerário viking é encontrado na Escócia

Arqueólogos afirmam que estado de conservação faz do túmulo nórdico um dos mais importantes já escavados no Reino Unido

AFP |

AP
Pesquisadora Hannah Cobb apresenta os vestígios do barco viking
Arqueólogos britânicos descobriram vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas. Eles afirma que a descoberta é uma das mais importantes da cultura nórdicas já encontrados no Reino Unido.

O barco-túmulo, de 5 metros de comprimento, continha restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.

Além disso, também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante".

AP
Na imagem, o desenho de como seria o barco funerário
Leia mais:
Degelo revela técnicas de caça pré-vikings

"Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século VIII e meados do XI, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século X.

    Leia tudo sobre: gbarqueologiahistóriavikings

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG