Bactéria de arsênio: NASA finalmente responde às críticas

Cientistas contestam a alegação de contaminação de amostras e admitem que fenômeno precisa ser melhor investigado

Cristina Caldas, de Cambridge, especial para o iG |

Divulgação/Science
Lago Mono, no leste da Califórnia, onde a nova bactéria foi encontrada
Os resultados de um trabalho publicado no último dia 2 na revista Science, sugerindo que uma bactéria isolada de um lago na Califórnia substituiu fósforo por arsênio , instigaram cientistas a questionar se as conclusões apresentadas estavam suficientemente sustentadas pelos dados apresentados.

O iG tentou várias vezes, sem sucesso, que os cientistas da NASA respondessem às críticas levantadas por cientistas como Jack W. Szostak , ganhador do Prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina de 2009.

Finalmente, Felisa Wolfe-Simon e Ron Oremland enviaram à Science respostas às principais críticas, “como serviço público e para esclarecer dados e metodologias”, diz o texto. A Science enfatiza que essas respostas não passaram pelo processo de revisão por pares e que só serão publicadas na revista após revisão.

A principal dúvida era se a bactéria realmente incorporou arsênio em seu DNA. A suspeita dos céticos é que a contaminação da amostra levou a falsos resultados. Os cientistas da NASA responderam que utilizaram protocolos padrões de extração de DNA, lavando as células antes, o que eliminou o arsênio livre, restando apenas o que incorporou ao DNA.

Em relação à crítica de que a substituição de arsênio por fósforo é quimicamente improvável, uma vez que os compostos formados se quebram rapidamente na presença de água, Felisa cita trabalhos de outros cientistas e diz que este mecanismo de substituição precisa ser melhor investigado. “Esperamos trabalhar com outros cientistas, tanto diretamente ou disponibilizando células e fornecendo amostras de DNA para os especialistas apropriados fazerem suas próprias análises, em um esforço de compreender melhor esse intrigante achado”, termina a nota.

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