Aviadora desaparecida teria vivido como náufraga

Expedição de arqueólogos sugere que Amelia Earhart, desaparecida há 73 anos, teria vivido como náufraga em ilhota do Pacífico Sul

iG São Paulo |

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Amelia Earhart: a primeira mulher a cruzar sozinha o Atlântico
Parece coisa de seriado de TV. A aviadora Amelia Earhart, desaparecida há 73 anos no Oceano Pacífico quando tentava voar ao redor do mundo, pode ter vivido por semanas e até mesmo meses como uma náufraga depois de fazer um pouso de emergência em Nikumaroro, uma remota e inabitada ilha do Pacífico Sul. Seu corpo nunca foi encontrado.

A hipótese é de uma nova expedição em regiões onde ela supostamente teria passado, realizada por uma equipe do Grupo Internacional para Recuperação de Aviões Históricos (TIGHAR).

A expedição considera que Nikumaroro foi a ilha onde Amelia Earhart e seu navegador, Fred Noonan, teriam desembarcado pela última vez. Os pesquisadores encontraram um acampamento com algumas características de fogo e onde foram achados ossos de animais como peixes, tartaruga e aves, trazendo evidências de que muitas refeições teriam sido feitas no local.

Essa foi a décima expedição do grupo em Nikumaroro desde 1989. Durante as visitas anteriores, a equipe do TIGHAR havia encontrado uma série de outros artefatos que também fornecem indícios da presença de náufragos no local. Entre os objetos coletados, dez deles teriam sido tocados por humanos e estão sendo analisados em laboratório para verificar a presença de DNA da aviadora.

Entre eles, que estão sendo associados a objetos pessoais de Amelia Earhart, estão uma pequena jarra de vidro utilizada para guardar produtos cosméticos, botões, um tecido e pedaços de um canivete. Restos humanos de um indivíduo do sexo feminino não identificado também foram encontrados ali na década de 40, apesar de que os corpos dos dois aventureiros e também os destroços do avião nunca foram oficialmente encontrados.

Os arqueólogos do grupo acreditam ainda que, depois de semanas abandonada em uma ilha deserta com temperaturas muito elevadas, Amelia pode ter morrido por diferentes motivos, mas os principais são lesões, infecções, intoxicações alimentares ou desidratação.

O avião de Amelia Earhart, que foi a primeira mulher a cruzar o oceano Atlântico em vôo solo, em 1932, desapareceu em julho de 1937 após seu bimotor Electra perder contato com a guarda-costeira dos Estados Unidos por, supostamente, ter ficado sem combustível.

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