Astrônomos encontram jipe lunar russo de 40 anos

O robô-jipe Lunokhod 1 chegou à Lua em 1970 e era considerado perdido pelos soviéticos

Isis Nóbile Diniz, especial para o iG |

NASA
Imagem da Nasa mostra o jipe como um minúsculo pontinho brilhante na superfície lunar
Uma equipe de pesquisadores liderada por Tom Murphy, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, observando imagens feitas pela sonda LRO, da Nasa, encontrou o primeiro jipe lunar robótico na superfície da Lua, considerado perdido. Na foto, ele aparece como um pequeno ponto iluminado. O jipe  foi enviado para a missão Luna-17 no ano de 1970, pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Durante dez meses, o jipe-robô foi controlado pelos operadores da Terra. Ele percorreu mais de 10 km - em seis anos, os jipes Spirit e Opportunity, da Nasa, percorreram cerca de 12 km no solo de Marte. O robô foi impulsionado por energia solar. A noite, ficava quieto para se aquecer com energia térmica. Já que as temperaturas, na Lua, chegam a -150 ºC. Durante seus meses de vida, o Lunokhod 1 enviou dados sobre a composição do solo lunar e topografia local.

Os pesquisadores tinham dificuldade em localizar a máquina porque procuravam em outro lugar na Lua. Os cientistas se baseavam em cálculos feitos de acordo com os últimos sinais de rádio enviados pelo jipe. No entanto, o Lunokhod 1 foi avistado a mais de um quilômetro de distância de onde os sinais apontavam.

NASA
O jipe Lunokhod 1 percorreu mais de 10 km da superfície lunar
O reencontro é importante porque o jipe levava na parte superior um refletor de laser. O objeto é usado pelos cientistas para testar a Teoria da Relatividade do físico Albert Einstein. Os pesquisadores apontam um feixe de laser da Terra para o jipe na Lua. Depois, checam os desvios no retorno da luz.

"Nós já testamos o Lunokhod 1 e descobrimos algo surpreendentemente positivo. Ele é, pelo menos, cinco vezes mais brilhante do que outros refletores como o Lunokhod 2, aos quais costumamos enviar pulsos de laser", conta Murphy. "Ele tem muito a dizer mesmo depois de quase 40 anos de silêncio", completa. A descoberta ajudará, também, aos pesquisadores compreenderem melhor a Lua.

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