Astrônomos descobrem 'bolhas' gigantes na Via Láctea

Bolhas, que teriam vários milhões de anos, se estendem pelas constelações de Virgem e de Grou

AFP |

Divulgação/ Nasa
Imagem das duas bolhas que emitem raios gama e que se estendem por 25 mil anos luz, respectivamente, ao sul e ao norte do centro da Via Láctea

Duas misteriosas bolhas gigantes, que estão unidas e emitem raios gama, foram descobertas no centro da nossa galáxia, a Via Láctea, anunciaram astrônomos americanos nesta terça-feira (9).

As bolhas, que abrangem uma distância de 50 mil anos luz, podem ser resíduo da erupção de um buraco negro gigante no coração da galáxia.

"O que observamos são duas bolhas que emitem raios gama e que se estendem por 25 mil anos luz, respectivamente, ao sul e ao norte do centro da Via Láctea, e que não compreendemos totalmente sua natureza e origem", disse Doug Finkbeiner, astrônomo do centro de astrofísica da Universidade de Harvard.

As bolhas, que teriam vários milhões de anos, se estendem sobre mais da metade do firmamento, da constelação de Virgem à constelação de Grou.

Finkbeiner e seus colegas Meng Su e Tracy Slatyer, ambos de Harvard, se basearam em dados acessíveis ao público procedentes do telescópio Fermi, lançado em 2008 pela agência espacial americana Nasa.

Este telescópio espacial é mais sensível às emissões de raios gama graças a um detector de altíssima definição, que varre o céu a cada três horas.

Os astrofísicos continuam analisando o fenômeno para tentar compreender melhor sua origem.

As bolhas emitem as radiações gama mais poderosas já detectadas na Via Láctea, destacaram os pesquisadores.

O trabalho será publicado no Astrophysical Journal.

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