Astronautas instalam nova bomba de refrigeração na ISS

Caminhada especial da equipe da Estação Espacial durou mais de duas horas e foi bem sucedida

iG São Paulo |

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Os s astronautas Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson durante terceira saída ao espaço
Dois astronautas americanos conseguiram nesta segunda-feira (16) instalar uma bomba de reposição no danificado sistema de climatização da Estação Espacial Internacional (ISS), informou a Nasa.

Doug Wheelock e Tracy Caldwell Dyson fizeram uma terceira saída espacial com o objetivo de instalar a bomba de reposição, com um peso de 355 kgs e do tamanho de uma banheira, uma operação que durou duas horas e meia.

Por causa disso, o complexo precisou restringir o consumo de energia, o que afetou experiências científicas e vários dos sistemas sobressalentes, mas sem colocar a tripulação em perigo.

O conserto foi mais complicado do que se esperava. Na primeira saída, em 7 de agosto, Wheelock não conseguiu liberar uma peça defeituosa nos dutos de amônia; no dia 11, a dupla retirou a bomba defeituosa, e na segunda-feira a nova peça foi finalmente instalada, numa operação de 7 horas e 20 minutos.

Os controladores do Centro Houston, no Texas, acompanharam a reposição. Um curto-circuito interrompeu o funcionamento da bomba substuída.

Segundo a Nasa, mesmo com o defeito na bomba as condições na ISS eram estáveis e a tripulação de seis pessoas - três americanos e três russos - não se encontrava em qualquer tipo de perigo por causa do defeito na climatização.

Se os esforços de reparação tivessem falhado - no pior cenário, segundo a Nasa -, os astronautas não teriam condições de climatizar a maioria dos componentes da estação, mas não correriam perigo porque poderiam se mudar para o segmento russo da ISS, que tem seu próprio sistema de refrigeração.

A Nasa agora espera que a energia na Estação seja plenamente reativada na quinta-feira.

A Nasa tem só mais duas missões dos ônibus espaciais antes de completar as obras na Estação Espacial Internacional, um projeto de 100 bilhões de dólares e 16 países, que paira desde 1998 a 355 quilômetros de altitude.

O ônibus Discovery se despede da Estação em novembro, deixando o módulo de cargas Leonardo, além de peças e equipamentos sobressalentes.

O Endeavour fará sua última visita em fevereiro, levando o Espectrômetro Magnético Alfa, equipamento ligado a experiências com física de partículas.

O Congresso dos Estados Unidos cogita um voo adicional para reabastecer a Estação em meados do ano que vem, antes que os três ônibus espaciais sejam aposentados.

(Com informações da AFP e Reuters)

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